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sábado, 25 de abril de 2009

O tratamento da obsessão através da TVP - 2º caso

Tive um caso onde o paciente foi induzido rapidamente ao transe e logo que saiu do jardim (costumo usar como ‘base’ para as regressões um jardim) encontrou seu ‘mentor’. Um ser que emitia muita luz, de barbas brancas e túnica alva com detalhes dourados na mangas. O paciente afirmou ser Rosacruz e disse que há mais de 10 anos que vê esse mentor em suas meditações.
O tal mentor conduziu o paciente, que se via em trajes prateados tipo um macacão e com um capacete na cabeça, a uma nave espacial, onde começou a lhe mostrar os equipamentos que haviam nela. Interrompi esta ‘lembrança’ e o conduzi de volta ao jardim.
Saímos em outra incursão e eis que ele se vê na infância da vida atual, sentia que era um menino diferente dos irmãos, se viu brincando no jardim de sua casa, etc.
Questionei onde estava o mentor e ele disse que ele estava lá, no segundo andar da casa, apenas observando. Mandei que ele fosse até lá para ‘conversarmos’ com o tal mentor. Quando ele se viu frente a frente com o mentor, eu criei um campo de contenção em forma de bolha ao redor do tal mentor e disse ao paciente que ele veria o tal mentor como ele realmente era. Ele ficou meio perplexo e retrucou que o tal mentor o acompanha a não sei quanto tempo e tal mas mesmo assim pedi que ele observasse a bolha. Ele então fez algumas caretas quando viu que o tal mentor mudava de forma, algo entre um lagarto ou cobra, muito escuro, feio e com odor muito desagradável.
Expliquei a ele que esse ser na verdade era o espírito que o estava obsidiando há muito tempo. Mantive o ‘mentor’ preso e o conduzi de volta ao jardim para iniciarmos a regressão.
Ele se viu então discutindo com seu meio irmão pela herança do pai de ambos, que era uma espécie de chefe de tribo numa época pré-romana. O irmão avançou sobre ele para estrangulá-lo e ele o matou com sua espada, sofrendo muito com isso pq amava o irmão.
Após essa vida ele acessou outra onde era um sacerdote grego e festejavam a colheita da uva numa cerimônia num templo. Era muito feliz e era querido pelo povo da cidade onde morava. Por trás das colunas do templo havia um homem que parecia ser leproso, envolto num manto acinzentado, espreitando-os.
Observação: Este homem que espreitava era o mesmo espírito que foi seu irmão na outra vida, só que naquele momento ele estava desencarnado. Na ocasião relembrada o então sacerdote não notou sua presença, tendo percebido somente agora quando acessou aquela vida em estado de transe.
Iniciei então o tratamendo pedindo que ele chamasse o tal homem e o abraçasse, que lhe dessem roupas limpas e o ‘curassem’, pois ele estava sem algumas partes do corpo, como um leproso. Isto feito, o ser chorou de emoção e, após estar recomposto, trouxe o paciente de volta ao presente. Pedi que olhasse então a bolha onde mantinhamos o obsessor, e ela estava vazia, pois o ser havia sido resgatado.
Expliquei ao paciente que se tratava do mesmo espírito que fora seu irmão e outras informações que julguei necessárias, como o fato de que a primeira “lembrança’ havia sido criada por aquele ser para que não fosse descoberto, e que a lembrança real de sua infância tbm era apenas para nos fazer perder tempo. Como percebi de imediato que se tratava de criação mental ele tentou a lembrannça da vida atual, tbm sem sucesso.
Entretanto, é preciso ter cuidado pois este tipo de coisa é muito comum. Obsessores criam imagens mentais para o obsdiado e o terapeuta pensa que ele está acessando alguma vida passada, ou então o faz se situar na infância para ‘despistar’ tbm. A falta de conhecimento sobre a realidade espiritual por parte de muitos terapeutas tbm facilita a atuação dessas entidades. As ‘inclinações’ de muitos terapeutas de achar que algum mestre de chama colorida ou comandante de frota estelar está ao seu dispor para ajudar na regressão tbm é caso a ser observado com atenção, pois num atendimento como esse muitos estariam até hoje viajando pelo espaço sideral com o tal mentor. Se o terapeuta não sabe lidar com esse tipo de situação a melhor opção é não fazer a regressão e indicar ao paciente um centro espírita/umbanda, para que lá eles tratem da obsessão.
Abraços.

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