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terça-feira, 5 de maio de 2009

Os tipos de karma

O karma pode ser dividido em quatro categorias: passado, presente, imediato e futuro.
karma passado (sanchita) - correspondente ao karma acumulado em nossas vidas passadas e ainda não processado, isto é, ainda não está sendo resgatado.
karma presente (prarabdha) - correspondente ao karma que está sendo processado, ou seja, gerado em vidas passadas e que estamos resgatando atualmente nesta encarnação.
karma imediato (kryiamana) - correspondente ao karma gerado e processado na vida atual, é aquele onde o intervalo de tempo entre a causa e o efeito se dá na mesma encarnação, ou seja é gerado e resgatado numa mesma vida.
karma futuro (agama) - correspondenteao karma gerado na vida atual mas que vai ser resgatado numa vida futura, ou seja, vai virar um karma do tipo Sanchita.
O karma passado acumulado (sanchita) é processado lentamente e pode ser modificado, porque as ações que adotamos no presente também vão sendo acumuladas no reservatório kármico, neutralizando ou agravando os efeitos das causas ali armazenadas.
O karma atual (prarabdha) é aquele destacado do reservatório (sanchita) para ser eliminado ou resgatado, sendo que para a grande maioria das pessoas aqui na Terra ele é gerado automaticamente pela Lei do Karma, ou seja, a pessoa não tem nenhuma ingerência sobre onde vai nascer, quem vão ser seus pais, com que espíritos ela vai conviver, etc. O karma presente (prarabdha) por sua vez se subdivide em 3 tipos:
  • Uma maior parte fixa e inevitável, que não pode ser alterada.
  • Uma parte que pode ser mudada e evitada, embora exija um grande esforço de vontade ou uma grande expansão de consciência.
  • E uma pequena parte variável, que pode ser alterada dependendo de outras ações adicionadas ao karma acumulado e de interações com o karma coletivo. Este depende do karma familiar, nacional, etc., e da relação entre estes e o nosso karma individual.
A Lei do Karma não tem uma função punitiva como pode parecer a princípio mas sim visa harmonizar as energias que existem no universo, onde a cada ação corresponde uma reação igual e contrária. Quem define qual karma vai ser retirado do reservatório sanchita e transformado em prarabdha, ou seja, quem decide qual karma vamos resgatar em uma encarnação são entidades de alta hierarquia espiritual, arcanjos, que estão muito acima da nossa capacidade de compreensão. Entretanto, são seres que escolhem sempre a melhor opção para que nós tenhamos um melhor aproveitamento de nossa existência levando em consideração nossas fraquezas e limitações. Sempre agem no sentido de nos causar menos sofrimento. São seres cheios de compaixão por nós, seus irmãos de jornada em estágio inferior, mas que possuem um senso de justiça correto e em pleno acordo com as leis universais.
O livre-arbítrio é uma conquista do espírito e é proporcional ao seu grau evolutivo. À medida que formos evoluindo, e isso não é algo que se consiga nesta mesma vida ou dessa para uma próxima, teremos condições de escolher que tipo de karma iremos resgatar em determinada vida, e iremos tendo cada vez mais 'controle' sobre nossas encarnações. Atualmente entretanto, somos levados pelo nosso primitivismo espiritual e não temos como evitar a maior parte dos acontecimentos de nossa vida.
As boas ações que efetuamos, isto é, quando agimos caritativamente em prol de nossos irmãos, estamos acumulando karma positivo em nosso reservatório (sanchita) e reduzindo nosso saldo devedor na balança cósmica, propiciando inclusive a alteração da parte do nosso karma atual (prarabdha) que pode ser modificada pela interação com o karma coletivo. Talvez Allan Kardec, ao escolher como máxima do Espiritismo o lema “fora da caridade não há salvação” tivesse em mente essa possibilidade, conhecedor que era da situação evolutiva da humanidade atual.
As más ações que cometemos ao longo de nossas inúmeras existências causam um efeito negativo em nosso conjunto de corpos ou veículos de manifestação (corpos etérico, astral, mental, etc.) que fazem com que tenhamos mais sensibilidade às energias de outros planos dimensionais. Esta sensibilidade, que é popularmente conhecida como mediunidade, pode ir desde sentir-se um mal-estar na presença de alguma pessoa ou em determinado local até a pessoa ver e ouvir claramente os seres que vivem em outra dimensão, como a astral, os chamados espíritos. Esta sensibilidade é agravada enormemente se no passado tenhamos utilizado mal as energias da natureza, para fins egoísticos e maléficos, isto é, se tivermos nos utilizado de magia negra.
Além disso, precisamos considerar que todos nós estamos interligados uns aos outros. Temos um fio que nos une a cada ser que já se relacionou de alguma forma conosco, nem que tenha sido por um segundo apenas, esteja este ser vivendo em um corpo físico ou astral. Disso resulta que trocamos energias com todos estes seres e também com aqueles que 'vibram' na mesma frequência que nós, com todos que têm pensamentos e sentimentos semelhantes no mundo todo.
Através da Terapia de Vidas Passadas – TVP podemos reduzir o nosso carma acumulado acessando frequências de vidas passadas e ressignificando eventos, trabalhando energias desarmônicas, ‘resgatando’ consciências que conviveram conosco e que se encontram ‘aprisionadas’ em dimensões astrais e que estão ‘transmitindo’ para nós, devido a ligações existentes entre elas e nós, seu estado de sofrimento e perturbação. Isso sem falar no entendimento que passamos a ter sobre nossa própria existência, descobrimos os 'porquês' de muitas situações que nos causam aflição às vezes, os motivos das antipatias entre colegas de trabalho, de medos e fobias, traços de nossa personalidade, dos encontros e desencontros amorosos, das brigas familiares, etc.

GELSON CELISTRE

2 comentários:

  1. Gelson adoro esse texto, fiz um estudo com ele no grupo mediunico e foi muito bem aceito por todos os participantes.
    Parabéns da sua amiga marishelppp.

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  2. Gostaria de saber como me aprofundar mais para diminuir o meu karma e da minha família... Obrigada

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