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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Reencontros

Ao iniciar a regressão a paciente se viu num grande jardim, rodeado por várias construções. Divisou uma rua e seguiu por ela, estava indo em direção a uma igreja e sentia-se angustiada. Entrou, e viu que estava sendo celebrada uma missa. Depois que terminou a missa o padre a convidou para acompanhá-lo, tendo-a levado por um túnel até um local onde ela viu um túmulo onde estava escrito seu nome. Ela ficou ali imóvel vendo sua própria lápide e mais tarde o mesmo padre voltou, com outra vestimenta. A missa era a de setimo dia de sua própria morte. Neste ponto pedimos que ela voltasse a um período anterior à sua morte naqauela existência.
Ela se viu andando em direção a um teatro, onde vários bailarinos se apresentavam, com roupas vermelhas. Ela era coreógrafa e dona de uma escola de dança. Um dos dançarinos era seu marido e ela o viu com outra mulher, ficando com muito ódio. Ela sabia que ele a traía com aquela mulher. Começou a maquinar uma vingança e decidiu envenená-lo. Para a moça com que ele estava ela planejou uma surra em que quebrassem as duas pernas dela, para que não pudesse mais dançar. Ela era muito rica e sabia que ficaria impune pq ninguem descobriria seus crimes.
Ela executou sua vingança conforme planejado. Teve o prazer de ver seu marido vomitando sangue e ainda chutou-lhe o rosto com desprezo. Para a amante dele ela tbm seguiu seu plano à risca, tendo encomendado uma surra que a deixou com as duas pernas quebradas e impossibilitada de voltar a dançar.
Ela porém estava com tuberculose e logo em seguida veio a falecer, voltando ao ponto onde se encontrava no início da sessão, em frente à sua própria lápide. Dali ela saiu vagando sem rumo pela cidade onde morava, provavelmente na França, seguindo a orla de um rio.
Sua próxima existência se iniciou justamente com ela andando na orla de um rio, catando peixes podres para comer. Era uma moça por volta de seus 18 anos que vivia em extrema miséria. Nesse dia se parou a observar um navio que chegara no porto muito carregado e, enquanto o admirava, alguns marinheiros desceram do barco e foram em sua direção. Ela fugiu mas eles a alcançaram, resistiu, mas sem sucesso. Foi estuprada por três marinheiros, sangrou muito e, quando chegou no casebre de madeira onde morava com a mãe, esta a espancou por ela não ter conseguido evitar o que se sucedeu. O tempo passou e com ele a gravidez se tornou visível. Era um filho indesejado que assim que nasceu foi dado para alguma outra pessoa criar. Nessa vida ela morreu velha e sozinha, medigando pelas ruas.
A próxima vida da consulente foi numa região da América do Sul, provavelmente no
Peru ou Chile, onde era mãe de dez filhos, tendo todos sucumbidos durante um terremoto. Moravam numa pquena ilha ou península que afundou com o tremor. Vagou durante algum tempo e renasceu no sertão nordestino do Brasil, como homem, um agricultor muito pobre, cuja esposa morreu de fome e ele, para conseguir manter os cinco filhos que tinha vivos, teve que matar algumas pessoas para roubar e ter o que comer. Foram quatro pessoas mortas para que seus cinco filhos sobrevivessem. O mais velho dos filhos, uma menina, foi sequestrada por alguns homens e vendida para um rico fazendeiro da região próxima a Crato, no Ceará, e quando adulta virou beata do Padre Cícero.
Morreu de causas naturais na velhice e foi para o umbral, onde atuou como uma espécie de capataz para algum ser qualquer, até que foi resgatado e levado para uma estância melhor do astral, onde teve um tempo para estudar e se preparar para a próxima encarnação. Lá encontrou muitas pessoas com as quais já conviveu na vida atual, dentre eles seus pais e alguns colegas de trabalho.
Renasceu em uma região menos árida, provavelmente em Minas Gerais, e trabalhava num bordel à noite, onde era bastante devassa segundo ela mesmo, e durante o dia se fazendo de moça direita vendendo terços em frente às igrejas. Queria ser muito rica e se deitava com todos os homens que podia e fez muitos abortos, mas morreu velha e sem nada, tendo sido velada sobre uma tábua com quatro velas ao redor.
A consulente nesta vida não se casou e não teve filhos, mas criou um sobrinho como se fosse seu próprio filho, que é o mesmo espírito que foi filho dela decorrente do estupro que sofreu em outra vida e que fora abandonado por ela. A mãe do menino nesta vida, sua irmã, é um dos cinco filhos dela da vida onde a esposa morreu de fome, justamente a menina que foi sequestrada e vendida a um fazendeiro. O marido que ela envenenou na primeira vida acessada é este que vos escreve este relato.
Vejam como ocorrem os resgates de nossos atos passados e como voltamos a nos encontrar com os mesmos espíritos com quem já nos relacionamos, geralmente em situações que nos propiciam uma nova chance de agir de forma correta.
Abraços.

Gelson Celistre.

2 comentários:

  1. Esse relato foi com muitos detalhes, isso sempre acontece qdo se faz uma regressão?

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  2. Olá, depende da pessoa, mas geralmente é assim mesmo.
    Abraço.

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