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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Nem tudo é o que parece

Ao sair do jardim a consulente se viu vestindo uma camisola branca, longa, à beira de um riacho límpido. Estava agachada lavando as mãos e sentia-se muito bem, estava feliz. Apesar de não ter aparentemte nenhum problema nessa 'recordação', procedemos à investigação do que ocorreu antes desse momento.
Ela então voltou ao momento daquele dia quando acordou pela manhã, algum tempo antes dessa cena à beira do riacho. Ao acordar ela pegou uma faca e degolou o marido, foi até o local onde dormiam seus filhos, um menino e uma menina, em torno de uns 8/10 anos, e os degolou tbm. Após isso, foi para o riacho lavar-se, feliz da vida. O motivo? Ela estava apaixonada por um homem e a famíllia era um empecilho, então ela se livrou deles e ficou esperando seu amado, conforme haviam combinado. Ela morava no campo, não havia casas por perto.
Ela esperou muito tempo e o seu amado não apareceu para levá-la com ele. Ela acabou voltando para sua casa, onde jaziam mortos seu marido e filhos. Ao entrar na casa, perturbada já com os acontecimentos pois o tal homem não apareceu, ela viu o 'fantasma' da filha a lhe cobrar a morte, e perturbou-se mais ainda. Ateou fogo na casa numa tentativa de apagar da sua mente a atrocidade que cometera, mas a consciência lhe cobrava os atos tresloucados cometidos em nome de uma paixão e ela, desesperada, enforcou-se numa árvore em frente à casa em chamas.
Na dimensão astral, após a morte que foi lenta na corda, onde sua mente se fixava no ódio por aquele que conquistou seu coração e a abandonou, tendo feito ela cometer aqueles assassinatos, ela viu-se perambulando em um local muito escuro e lamacento, onde permaneceu por um tempo que não soube precisar. De lá, como sua consciência a puxasse, voltou às cinzas de sua casa e de lá foi atrás do responsávewl pela sua desdita.
O homem amado de nossa consulente naquela existência não se casou, apenas se lamentava que 'não deu tempo', provavelmente pq chegou atrasado ao encontro e a mulher já havia se suicidado. Ela permaneceu ao lado dele até sua morte, o perturbando, numa tentativa de vingar-se por ele não ter ido ao seu encontro conforme combinado. Ele morreu velho e quando passou pro outro lado ela não o viu mais.
Dessa existência haviam alguns seres ligados à consulente ainda. O marido que ela matou estava com uma aparência muito tenebrosa, até um rabo tinha. Além dele tbm havia um espírito femino, em estado pior do que ele, que 'ajudou' (influenciando) a consulente a matar a família naquela existência, pois no passado ela teria feito mal a um filho desse ser. A filha que ela matou tbm estava com ela. Todos foram auxiliados e resgatados.  Essa consulente tem uma forte tendência ao suicídio, em outra sessão de regressão acessamos umas quatro ou cinco vidas onde ela cometeu suicídio e na existência atual tbm já tentou mais de uma vez.
Após a primeira sessão ela já teve uma melhora significativa. Além disso, possui mediunidade não trabalhada. A família é agnóstica e não acredita em espiritismo, tendo a consulente sido tratada como esquizofrênica, inclusive com internações e medicação controlada, por mais de dez anos.
Abraço.

GELSON CELISTRE

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