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terça-feira, 23 de março de 2010

A fazendeira e o jogador de futebol

Partindo de nossa base na dimensão astral para as regressões, nosso 'jardim', a consulente viu um vasto campo, onde cavalgava despreocupadamente. Ela vestia uma calça jeans, botas e uma camisa roxa. Ao longe divisava a casa da fazenda, para onde retornava. Era uma fazendeira no estado de São Paulo. De súbito, sentiu uma forte dor nas costas e no peito, o ar lhe faltou aos pulmões e ela, inclinando-se para frente, agarrou-se ao pescoço do cavalo para não cair. Em sua mente o pensamento dominante era de que precisava chegar na casa, mas enquanto pensava isso sentiu que desmaiou.
Já estava próxima da casa e ao verem que ela desfalecera um dos empregados correu para socorrê-la, juntamente com seu marido. Eles a levaram para dentro de casa mas o corpo já estava sem vida. Ela estava meio confusa pois achava que apenas desmaiara, mas logo percebeu que estava em outro mundo, no qual eles não a percebiam.
Ela ficou por ali, vivendo em sua casa na fazenda, e acompanhou o crescimento de suas duas filhas, que tinham uam 8 e outra 5 anos quando ela morreu. Viu seu marido se casar com outra, as filhas crescerem, casarem e abandonarem a fazenda. Mas ela permaneceu ali.
Disse que gostava muito das filhas e que tinha ficado por elas, mas indaguei a ela pq não 'mudou-se' então junto com as filhas quando estas se foram, qual o motivo de ter ficado na casa. Pedi que ela 'escutasse' seus próprios pensamentos no momento em que ela era apenas um fanatasma solitário naquela fazenda. A casa não era mais habitada, todos já haviam se mudado, o marido e as filhas, e por entre os lençóis brancos que cobriam a mobília, volitava o espectro da consulente, absorto em seus pensamentos, que nessa hora eram de que as filhas a haviam abandonado ali, que ela 'voltara' por elas e elas não valorizaram isso.
Dissemos a consulente então que, apesar dela amar suas filhas, o 'apego' maior dela na realidade era pela fazenda em si, pelo que possuía materialmente.
Ela não soube precisar quanto tempo ficou ali, mas de repente se viu novamente no campo indo em direção a um prédio, um hospital na dimensão astral, onde foi internada. Lá lhe disseram que para ela 'seguir em frente' era preciso se desapegar das coisas materiais. Passado algum tempo, foi-lhe informado que iria renascer e lhe mostraram a mulher que seria sua mãe. Nesse momento a consulente se emocionou pq viu que essa mulher era sua mãe na vida atual, mais jovem, e que ela era o mesmo espírito que fora sua filha mais velha na vida da fazenda.
Depois ela voltou para o quarto do hospital onde estava internada, deitou-se, e seus olhos se fecharam pela última vez na dimensão astral com aquela personalidade da fazendeira, para reabrirem na dimensão física nove meses depois como uma nova pessoa, uma linda menina. Daquela existência ainda encontrou na família atual aquele que foi seu marido, desta vez como seu irmão.
Este tipo de acontecimento é muito comum. A pessoa tem uma vida boa, está feliz e se sente realizada. De repente, sem nenhum aviso, a morte lhe ceifa a vida e aquele espírito reluta em aceitar seu destino. Não aceita deixar pra trás tudo que 'possui', sua vida e sua 'felicidade'. A causa é relativamente simples e vamos encontrar em outra vida da consulente, acessada na mesma sessão.
A consulente se viu no meio de um campo de futebol, era um rapaz, com uns 16 anos aproximadamente. Estava jogando futebol. A princípio ao se ver como 'homem' ficou meio perplexa e ficou parada sem saber o que fazer, mas lhe dissemos que apenas deixasse as coisas acontecerem. Ela então correu atrás da bola e jogou como os outros jogadores normalmente.
Entretanto, sentiu que aquele garoto, que era ela mesma em outra vida, 'olhava' muito para um determinado jogador do time rival e percebeu que os sentimentos que transbordavam do coração desse garoto eram 'diferentes'. Ele gostava do outro, sentia atração por ele. Era o despertar de um amor juvenil. Porém, eles eram do mesmo sexo. A consulente nessa vida passada era um garoto 'gay' descobrindo suas preferências sexuais. Não conseguimos perceber com certeza em que país era e nem a época precisa, mas um garoto se apaixonar por outro não era uma situação aceitável socialmente.
Num dia, depois de um jogo, houve uma confraternização entre os jogadores e o garoto, não aguentando em si de emoção, após beberem cerveja, resolveu se declarar para o seu 'amado'. O outro garoto, ao ouvir que o colega de futebol estava 'apaixonado' por ele reagiu com desdém e deboche, provavelmente ameaçando contar a todos e fazendo chacota do seu 'pretendente', o que enfureceu o garoto 'gay'. Este pegou uma pedra que havia por perto e arremessou na cabeça do outro rapaz, que veio a morrer esvaindo-se em sangue. Desesperado, o garoto subiu as arquibancadas e jogou-se do alto do estádio, quebrando o pescoço na queda e tbm morrendo.
Quando cometemos suicídio, o destino nos cobra que em outra existência, cumpramos o tempo que ainda nos restava para aquela existência a que demos fim. É por isso que muitas pessoas morrem aparentemente sem explicação e no 'melhor momento' de sua vida. É uma maneira daquele espírito aprender que deve 'desejar' viver. Matando-se ao 16 anos, que ele provavelmente viveria uns 60, ficou um saldo de 44 anos, aproximadamente a idade que a fazendeira tinha quando a morte lhe ceifou a vida na outra existência.
Esta consulta ainda teve um outro desdobramento. O garoto que se matara tinha um irmão mais novo, um ano talvez, e este ficou muito inconformado com a tragédia que envolveu seu irmão.
O espírito que fora irmão da consulente naquela vida, embora esteja atualmente encarnado, ainda sofria no seu inconsciente com aquela tragédia, que deve ter mudado radicalmente sua vida naquela existência. O irmão mais novo da consulente naquela vida atualmente é uma sobrinha sua, uma linda moça com aproximadamente 20 anos, muito apegada a ela.
É provável que naquela existência seu irmão mais novo tbm fosse homossexual e que a morte trágica do irmão por conta justamente de ter assumido essa opção, o tenha feito ocultar esses seus sentimentos. O fato dele ter aparecido em dedobramento inconsciente na regressão da consulente aponta para isso, juntamente com o fato de atualmente ser do sexo feminino. Embora o 'espírito' não tenha sexo, enquanto está nos graus evolutivos inferiores, como nós, a 'preferência' sexual se manifesta em suas personalidades e mesmo podendo nascer numa vida homem e na outra mulher, geralmente nos demoramos muitas vidas num determinado sexo.
Pedi a consulente que conversasse com seu irmão mais novo, que estava emn desdobramento inconsciente com aquela personalidade, embora atualmente esteja encarnado e seja mulher, e explicasse a ele que agora eles poderão ser felizes e dar vazão aos seus sentimentos pq ambos já nasceram novamente e que por conta de sua personalidade ser mais sensível eles nasceram como mulheres, situação em que não enfrentarão preconceitos. Feito isto, comandamos o retorno do espírito desdobrado de volta ao seu corpo físico.
Nesta consulta, além de tratarmos da própria consulente, que passou a compreender melhor sua relação com os familiares, ainda foi feito um tratamento em outra pessoa, que nem imagina o que se passou, mas que sofreu um 'ajuste' em seu inconsciente, provavelmente de um sentimento inconsciente de não se expor, não se abrir numa relação com medo de ser rejeitada, de sentir-se inferior, de não confiar aos outros seus sentimentos, etc.
Abraço.

Gelson Celistre.

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