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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Amor eterno

A consulente rapidamente entrou num estado alterado de consciência e enquanto mentalizava o jardim se viu num local escuro e enevoado, estava descalça com uma vestimenta branca e um rato lhe fazia caretas. Em seguida divisou um homem com um casaco azul, calça branca e botas pretas, este lhe pegou pela mão e lhe levou para algum local.
Assim que o viu ela ficou extasiada, disse que ele era lindo e não conseguia tira os olhos dele, o homem era alto, loiro e a fascinava o simples olhar para ele. O que se seguiu foi meio estranho pois ela sentiu um forte dor no peito e não queria admitir que o tal homem fosse o culpado. Depois ele a pegou nos braços, a colocou sobre uma mesa e a despiu. A sensação que ela teve foi a de estar sendo esquartejada, mas mesmo assim procurava desculpar o homem que venerava, dizendo que não podia acreditar que ela faria isso com ela, e que nos olhos dele via que ela não queria mesmo fazer isso. Em seguida sentiu ser jogada num precipício e voou para fora de lá.
O que ocorreu foi que ela foi envenenada e sacrificada por este homem, provavelmente num ritual satânico, mas se recusara a acreditar pois o amava e o venerava de uma forma muito intensa. A primeira cena que ela viu já foi ela morta numa região de baixa vibração no umbral, tendo depois passado a lembrar o momento que o homem a encontrou naquela vida e a levou para algum lugar. Nesses momentos ela sentia uma forte dor no peito, dor que costuma sentir e que não teve encontrada sua razão pela medicina convencional.
A conduzi até o momento em que eles se encontraram pela primeira vez e ela se viu criança, brincando com seu irmão, que era esse mesmo espírito que ela venerava naquela existência fatídica. Pedi que fosse para um momento importante naquela vida e ela viu uma carruagem e um homem que deveria ser seu pai, de bigodes, usando uma espécie de farda militar. Era o momento em que seu irmão, já adolescente, partia, carregando uma mala quadrada.
O próximo momento marcante dessa vida foi ela dando à luz uma criança, auxiliada por uma criada negra. Essa criança nasceu de uma relação incestuosa e a levaram para algum lugar a fim de escondê-la, pois o pai biológico era seu próprio irmão que partira. Ela morreu algum tempo depois aparentemente por desgosto, mas não pelo filho que não ficara com ela, mas pela ausência de seu irmão. Não via sentido na vida e tudo lhe era indiferente.
Logo que morreu ela se viu toda preta, escura, pois estava com muita raiva de seus familiares que a privaram da presença de seu amado irmão. Depois de morta ela ficou presa à casa onde morava por algum tempo. Depois sentiu as orações que seu irmão fazia por ela e se sentiu atraída a ele, mas disse que não conseguia chegar perto dele pq ele só pensava coisas boas. Ficou gravitando por perto durante algum tempo, viu quando o filho dele nasceu e ele o pegou nos braços, depois foi atraída para uma região pantanosa e lamacenta do umbral.
Precisamos entender aqui que ela teve uma vida infeliz e que morreu com muito ódio em seu coração, ela mesmo se sentiu escura logo que morreu e não conseguia nem chegar perto do irmão amado pq ele 'só pensava coisas boas', isso significa que seu corpo astral estava muito denso, carregado de fluídos deletérios, e seu peso específico a deslocou para uma região no astral compatível com essa energia.
Ela ficou um tempo que não temos como precisar nesse local, onde haviam outras pessoas tbm, até o momento em que um grupo dessas pessoas conseguiu 'fugir' dali, correndo por um caminho que divisaram em direção a uma colina.
Ela viu que junto deles corria tbm um animal semelhante a um leão, mas que era totalmente branco. Na fuga ela viu que da barriga de uma das mulheres que tbm estava fugindo dali, saía uma mãozinha de criança. Em dado momento ela se viu só com o 'leão branco', que ela sentiu que a protegia.
Essas recordações da consulente são de um resgate onde utilizando-se desse ser em forma de animal, entidades mais evoluídas patrocinaram a saída daqueles espíritos daquela região purgatorial; a mulher que ela viu com a mãozinha de criança saindo da barriga provavelmente morrera grávida ou tentando abortar.
Depois disso ela 'pulou' para uma outra vida onde já estava dando à luz uma linda criança e, sentado ao seu lado, estava seu marido, e este era o mesmo espírito que ela idolatrava tanto, o mesmo que a esquartejara e fora seu irmão. Ela sentiu uma sensação muito prazeirosa e de realização nesse momento e então deixamos ela fixada neste momento e encerramos a sessão de regressão.
Embora seja a primeira regressão dessa consulente, pelos fatos relembrados podemos supor que se trata de dois seres que viveram muitas vidas juntos e que possuem uma ligação muito forte.
A dor que a consulente sente no peito é em função de não conseguir admitir que o homem que venerava poderia ser capaz de fazer algo ruim para ela. Muitas coisas que ocorreram nas primeiras cenas da consulta ela se negou a ver pq não consegue admitir que seu ídolo pudesse ter feito isso. É um caso típico onde a pessoa não quer encarar a realidade e mascara para si mesmo os fatos a fim de não sofrer, pois admitir que a pessoa a quem ama incondicionalmente não é 'boa', pode lhe desestruturar todo o seu sistema emocional, entretanto, se esta situação surgiu na regressão é pq é algo que a consulente precisa trabalhar em si mesmo pois isto está causando uma desarmonia no seu espírito.
Ressalte-se que ela nos procurou para tratar seu filho e estamos tentando tratar da criança através dela. Haveria alguma relação entre este homem que ela tanto ama e seu filho atual? Esperamos descobrir nas próximas consultas.
Abraço.

Gelson Celistre.

Um comentário:

  1. Estou emocionada com esse site! Gostaria de estar por perto!!!
    Abs.

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