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segunda-feira

Resgate coletivo

A seguir o relato de duas sessões de regressão da mesma consulente, ocorridas com um intervalo de uma semana, no qual era preciso efetuar-se um resgate coletivo de vários seres que eram vítimas de experiências malignas. Na primeira sessão ela acessou uma vida passada e nessa frequência foi aberta uma 'fenda dimensional' para que ela tivesse acesso a outra frequência onde havia um laboratório com muitas cobaias humanas. Efetuamos um resgate coletivo mas um dos seres conseguiu escapar sem que soubéssemos na ocasião.
Na sessão seguinte, com alguma dificuldade provocada pelo ser que escapara anteriormente, a consulente retornou à mesma vida passada e por fim conseguimos prendê-lo. Como o fator de ligação era uma vida passada da consulente, é provável que o ser que escapara fosse alguma pessoa próxima a ela naquela existência, provavelmente o pai.
Em muitos casos, dado que todos nós temos pesados débitos cármicos, apesar do consulente estar buscando um tratamento para si mesmo, o meio de melhorar sua contabilidade cármica é ele ajudando outros seres.
É comum termos ligações com outros espíritos que se encontram na dimensão astral cometendo atos anti-fraternos e chega um momento em que a justiça divina cessa de dar oportunidades para estes seres se regenerarem e lhes aplica a Lei, que vem a ser a colheita daquilo que eles mesmos plantaram. Nessas ocasiões a pessoa encarnada que está buscando o auto-aperfeiçoamento através de alguma atividade espiritual, como a TVP por exemplo, pode vir a ser 'convocada' para auxiliar a justiça em sua ação, ganhando assim um mérito cármico que vai lha proporcionar benefícios tbm em outras áreas de sua vida.
Segue abaixo os relatos:

Primeira sessão

Visualizei-me como criança no jardim de uma casa grande, onde brincava com outras crianças e era observada por adultos, na maioria mulheres. Minha roupa era muito bonita, assim como a das outras crianças. Eu usava um vestido de cor clara. A casa, de dois andares, era branca, de alvenaria, com uma varanda envidraçada nos fundos. Circulei entre as pessoas que estavam no pátio dos fundos da casa. Havia árvores grandes, com fartas copadas e arbustos com muitas flores.
Subi as escadas que davam para a varanda da casa. Olhei em volta mas não percebi ninguém. Entrei na sala grande, depois da varanda. Grandes janelas, móveis bonitos. Era uma sala ampla, com piso de madeira reluzente. Dancei pela sala, sentia-me muito feliz e alegre. Estava sozinha.
De repente, a porta principal da casa se abre e entra por ela um homen de terno e gravata, chapéu e uma pasta nas mãos. Ele era jovem e parece que chegava do trabalho. Corri até ele e, pegando-me no colo, fomos em direção ao pátio dos fundos, onde estavam as outras pessoas. Sentia um grande carinho por esse homem, acredito que fosse meu pai.
Sentamos em uma mesa redonda branca, no pátio, junto de outras mulheres. Olhei para elas, mas não identifiquei aquela que pudesse ser minha mãe. Havia uma senhora robusta a meu lado, que me olhava e falava com ternura. Talvez fosse minha avó, ou uma tia. De repente, algo no lado esquerdo do pátio começa a me chamar a atenção. Não defini, a princípio, o que era, mas fui até lá e fiquei observando ao redor. Vejo, então, um buraco no chão à minha frente, como se fosse uma rachadura, não muito larga, mas que se estende até o final do quintal. Olho para dentro e não vejo nada.
Percebo um menino sentado na beirada da área da casa, ao meu lado. Ele tinha uma coloração acinzentada na pele e na roupa. Seu aspecto era de tristeza. Percebendo que eu o olhava, ele se levanta e vem em minha direção. Passa por cima da rachadura como se flutuasse, sem cair nela. Ele vai em direção a uma casinha de ferramentas (galpão) que fica próxima e entra. Vou logo atrás dele. Sinto curiosidade em saber o que ele vai fazer lá. Entro e olho ao redor, está tudo limpo e organizado. Olho para o menino e vejo que está parado em frente a um armário com portas grandes. Ele aponta para o móvel e olha para mim. Vou até ele e abro as portas. Ele está vazio.
Gelson pede para que eu afaste o móvel e veja se tem algo atrás dele. Quando arrasto o armário, vejo uma tampa de entrada para um porão. Abro a tampa e vejo uma escada de acesso ao nível inferior. O menino desce na minha frente. Quando chego ao subsolo, percebo uma luz ambiente de tom amarelado. As paredes são escuras. O menino me conduz por um corredor e chegamos a uma sala muito clara, paredes brancas, vários balcões/ mesas com pessoas trabalhando ao redor. Parecem cientistas num laboratório, pois todos usam roupas brancas. Eles se movimentam ao redor dessas mesas, mas não consigo ver o que há sobre elas nem mesmo o que estão fazendo. Gelson pede para que eu observe as paredes e veja se há algum símbolo, algo conhecido que possa ajudar a identificar o lugar. Olho ao redor, mas só vejo algumas paredes lisas e outras com telas e botões de comando.
As pessoas na sala não me percebem. O menino continua pelo corredor, convidando-me para ir junto. Andamos pelo corredor escuro e chegamos à outra sala. Desta vez o ambiente é escuro, com algumas pequenas luzes piscantes no chão. Inicialmente, não consigo visualizar o que há na sala. Caminho cuidadosamente por ela, até que minha visão se acostuma coma penumbra. Vejo, então, várias mesas compridas enfileiradas e distribuídas pela sala. Aos poucos, vejo corpos de pessoas sobre as mesas. Não sei se estão mortos ou apenas dormindo. Gelson pede-me para envolver o lugar com uma grande bolha e trazer para cima de sua casa. Faço a mentalização que me pede. Quando volto até o laboratório, vejo as pessoas paralisadas junto às suas mesas de trabalho.
Subo de volta ao pátio da casa. O menino vem atrás de mim. Sinto um pouco de medo a fecho a porta da casinha de ferramentas para que ele não me siga. Ele, porém, atravessa a porta e vem para perto de mim novamente. Olho para ele e peço para que desapareça. Aos poucos sua imagem vai sumindo. A rachadura no chão também se fecha.


Segunda sessão


Neste dia, tenho mais dificuldades para me concentrar. As imagens vêm e vão, sem que eu consiga me fixar. Vejo paredes de pedra e terra escura, parecidas com as de uma caverna. Percebo tochas de fogo acesas nas paredes para iluminar o ambiente. O chão também é de terra avermelhada. Vejo-me vestida com uma túnica comprida de algodão cru. Vejo alguns homens que passam vestidos com túnicas parecidas, porém, de cor marrom. Parecem ser de alguma seita religiosa, talvez monges. Entro por túneis e caminho se chegar a lugar nenhum, ando em curvas, desníveis e parece que acabo sempre no mesmo lugar. Sinto que quero sair desse lugar, não me sinto bem estando ali. Chego, então, num ambiente mais amplo, iluminado também por tochas. Vejo uma formação de pedra em forma de parede à minha esquerda, talvez seja um altar. Essa formação se estende à frente, em forma de um grande círculo delineado por pequenas pedras no chão. Não consigo perceber se há alguém nesse lugar, ou alguma coisa acontecendo. Sinto-me sonolenta, absorta, sem ação. Continuo andando por túneis, em curvas, declínios, sem ter fim.
Gelson pede-me para que siga os homens de túnica e veja onde estão indo e o que fazem. Entro por mais um túnel e chego a um lugar grande, ainda com aspecto de caverna. Percebo a presença deles, mas não consigo visualizá-los. Começo a sentir-me mais e mais sonolenta, cansada, com o corpo paralisado. Gelson, então, pede-me para voltar ao jardim e ver o que acontece.
Percebo-me no mesmo jardim da última sessão de TVP. Os fundos da minha casa branca, com varanda envidraçada, na qual estive como uma criança. Sinto-me, agora, adulta e percorro o jardim. Grama verde e bem aparada, árvores com belas copadas, bancos brancos, arbustos e muitas flores. Vejo a mesma casinha de ferramentas. Subo a escada da varanda. Entro na grande sala. Ainda é igual, muito clara, o chão de madeira brilhante, grandes janelas. Vou até a entrada da casa e subo pela escada que dá acesso ao andar superior da casa. Vejo vários quartos, mas vou em direção àquele que parece ser o meu. Móveis claros e uma janela que dá para o pátio dos fundos. Olho pela janela e tenho uma sensação agradável. Volto ao corredor, espio os outros quartos e desço as escadas em direção à sala. Fico parada por um instante, sem perceber nenhuma movimentação. Estou sozinha.
Gelson pede-me para mentalizar a casa sendo desmaterializada. Parecia que, aos poucos, a casa ia se desfazendo, mas logo voltei a me sentir dentro dela. Voltei ao pátio, mas também não encontrei ninguém lá. Gelson pediu para que eu voltasse à caverna e insistisse para ver o que acontecia lá. Enxerguei-me muito perto do grupo de homens com túnica. Caminhei ao redor deles, procurando observar o que faziam, mas não compreendi o que era. Gelson deu uma ordem para que todos desaparecessem e pediu-me para ver o que aconteceria. Os homens desapareceram, mas um deles permaneceu. Ele vestia-se igual, mas sua cabeça estava coberta pela túnica. Ele se afastou de mim e entrou por um dos túneis. Eu o segui. Chegamos ao ambiente iluminado por tochas, no qual havia a formação em pedra de um altar e um grande círculo no chão. O homem ficou parado à frente do altar. Gelson ordenou que a túnica fosse removida e pediu-me para ver como ele era. Parecia um homem normal. Colocamos algemas em seus braços e pernas, imobilizando-o. Aos poucos, sua imagem foi se dissipando. Envolvemos o lugar em uma grande bolha e a levamos para cima da casa do Gelson.

Abraço.

Gelson Celistre.

Uma longa espera

Nessa sessão a consulente acessou uma vida passada onde ela morava numa casa simples no campo e saiu em busca de uma vida melhor. Não houve nada de traumático naquela vida para ela mas foi necessário que ela entrasse nessa frequência de vida passada a fim de resgatarmos um familiar dela que, após a morte do corpo físico, não conseguiu se desvencilhar daquela situação e estava 'vivendo' na dimensão astral numa réplica de onde ele vivia aqui na Terra.
Segue o relato pelas palavras da própria consulente:
Ouvia barulho de um riacho e me vi numa floresta. Numa clareira, próximo de onde eu estava, ficava um povoado, um conjunto de casas de madeira rústica e fumaça de forno à lenha. Era um cenário camponês.
Eu andava entre as casas como se estivesse me dirigindo até a minha casa. Quando cheguei, entrei pela porta lateral, que dava na cozinha. Uma mulher mais velha estava cozinhando, mas não notou que eu estava ali. Era uma casa muito simples. Na cozinha havia uma mesa grande com bancos de madeira. A mobília era toda rústica. O piso da casa era de terra, “chão batido”.
Não consegui avistar os outros cômodos da casa, então fui para a rua e comecei a observar o lado de fora da casa. Havia plantações altas de milho e outras espécies. Não havia flores ou cores intensas, somente o verde das plantas em contraste com a casa de madeira escura e velha.
Caminhei pelos arredores. Era uma floresta de árvores muito altas e o caminho por entre elas cheio de folhas secas. Voltei para casa e percebi dois homens entrando na cozinha e sentando-se à mesa. Eles vinham de dentro da casa. Um deles era jovem, por volta de vinte anos; o outro era mais velho. Eles me perceberam, mas trataram-me com certa distância. Convidaram-me para sentar com eles à mesa. Todos pareciam muito frios comigo, apesar de sentir que haviam sido minha família: meus pais e irmão. Entendi que havia feito algo que não os agradara e por isso agiam assim. Ou talvez eles sempre fossem desse jeito mesmo.
Gelson pediu-me que visualizasse como teria sido a morte daquelas pessoas. Só consegui ver meu irmão partindo com um grupo de homens à cavalo e meus pais sendo atacados e mortos em casa, talvez por um ataque de saqueadores. Tentando perceber como eu havia aparecido ali, voltando no tempo, só me veio a sensação de ter partido alguns anos antes e haver retornado, agora, para revê-los. Eu sabia que já não pertencia mais àquele lugar, era apenas uma visita.
Gelson pediu-me para apagar aquele povoado e aquelas pessoas que ali viviam. Desmontei, então, aquele lugar e a única pessoa que permaneceu foi o rapaz que parecia ser meu irmão.  Via-o no meio da floresta, em pé, olhando para mim. Aproximei-me dele e percebi, em seu olhar, que guardava um certo rancor de mim. Seu olhar fugia do meu e ele se mostrava inquieto com minha aproximação. Olhei em seus olhos e perguntei por que ele agia daquela maneira comigo. Ele respondeu que havia ficado muito triste com minha partida, mas que permaneceu ali na esperança de me encontrar novamente. Percebi que o sentimento de afeto que tinha por ele, era recíproco. Estendi minha mão a ele e começamos a caminhar juntos. Aos poucos, a imagem dele foi ficando clara, esbranquiçada, até desaparecer.

O familiar era seu irmão consanguíneo naquela existência e sentia muita falta da irmã, que havia partido dali. O fato dos pais terem morrido quando ele estava ausente pode tê-lo feito sentir-se culpado por não estar ali para defendê-los e isso manteve sua mente presa àquela situação. Ele esperava o retorno da irmã, o que finalmente ocorreu alguns séculos após ele ter vivido aqui na Terra, durante nossa sessão de regressão.
Abraço.

Gelson Celistre.

quinta-feira

Duas sessões descritas pela consulente

A seguir o relato de duas sessões de regressão, conforme a visão da própria consulente, que foi quem escreveu o texto. Houve um lapso de tempo de 21 dias entre uma e outra.

Primeira sessão

Encontro-me num jardim bonito, com árvores, sombra e sol. Jardim de uma casa grande, estilo europeu, com grandes janelas. Dirijo-me até a casa. Uma escadaria grande. Um outro jardim com trepadeiras e muros vazados de pedras.
Dentro da casa, uma sala ampla (salão), onde acontecia uma grande reunião comemorativa, um sarau. Muitas pessoas. Passo por ela, elas me olham, me percebem, mas não me dão atenção, continuam suas conversas. Caminho entre as pessoas, buscando adentrar ainda mais a casa. À minha direita, há uma escadaria em forma espiral que desce para um porão. Desço por ela, como se soubesse aonde vou.
Chego em um lugar escuro, parece uma caverna com vários túneis, corredores (começo a sentir uma tontura, meu corpo parece rodar) . Sinto que tenho um embrulho nas mãos que preciso entregar a alguém que está ali. Entro por um dos corredores e não visualizo mais nada.
Volto para a sala, procurando por alguém, mas não encontro. Sinto-me deslocada, estranha ao lugar e às pessoas que ali estão.
Saio da casa e dirijo-me à minha casa. Estou num carro antigo, preto, com motorista. Passo por uma avenida estreita de calçamento e entro num terreno com uma casa de cor salmão rosada, de alvenaria, com detalhes arredondados na fachada, muitas janelas envidraçadas, dois andares, com uma pequena área na entrada da porta principal.
Uma espécie de corredor garagem dá para os fundos da casa. Na frente da casa, um pequeno pátio, com muro baixo, gramado, árvores à esquerda da casa. Minha casa vizinha com outras casas de ambos os lados.
Entro na casa pela porta da frente. Vejo uma pequena sala, dando para outros cômodos. Uma escada em curva à esquerda da sala. Subo por ela e chego a um corredor com várias portas, possivelmente de quartos.
O primeiro cômodo à frente da escada está mais claro, parece iluminado. Não sinto vontade de entrar nele e quando espio pela porta, não consigo ver nada, não percebo o que há dentro dele. Fico por um tempo estática, olhando para o corredor, tentando perceber alguma movimentação ou a presença de alguém. Vejo, então, uma criança vindo em minha direção. É um menino loiro, aparenta ter uns quatro anos de idade. Sinto uma angústia, um aperto no peito.
Pego a criança no colo e tento adentrar o quarto claro. Novamente, não consigo passar da porta e não visualizo nada. Deixo a criança e retorno.

Segunda Sessão

Sentia-me num campo de grama muito alta, talvez de capim. Muitas árvores e vegetações. Estava só e sentia-me à procura de alguém ou de algum lugar. Olhava em volta, mas não visualizava nada.
Percebi então, as ruínas de uma casa de madeira muito escura, velha. A casa encontrava-se quase que totalmente destruída, com poços pedaços de paredes ainda de pé.
No início, senti um pouco de desconforto ao aproximar-me da casa, mas quando andei por entre os pedaços de paredes que ainda restavam, tentando imaginar como seria a casa quando nova, comecei a sentir-me mais confortável, com uma sensação de pertencimento àquele lugar.
Não encontrei ninguém e também nada que pudesse me lembrar de algum acontecimento.
Gelson pediu-me para voltar no tempo, quando esta casa ainda estava inteira. Demorou um pouco, mas consegui visualizá-la nova, com paredes em madeira clara, sem pintura. Parecia ser uma casa simples de interior, com poucos cômodos.
A porta de entrada dava direto para a rua, apenas com uma pequena escada em madeira.
Gelson pediu-me para abrir a porta da casa e entrar para ver se encontrava alguém. Entrei procurando observar bem os detalhes e repartições da casa. Entrei por um pequeno corredor que dava para a cozinha. Era uma peça simples, mas bem mobiliada, muito organizada. Senti-me familiarizada com o ambiente, apesar de saber que não era a minha casa. Eu não havia morado ali. Tinha a sensação de não pertencer à família que a habitava.
Dirigi-me até os quartos, eram apenas dois. Um deles estava vazio, apenas com móveis. No outro, encontrei um casal jovem muito feliz. Estavam na cama, acordados e trocavam carícias. Os dois eram muito bonitos. Percebi que meu sentimento mais forte era direcionado ao homem. Sentia que gostava muito dele e não me sentia bem em vê-los juntos, nem felizes. Desejava separá-los, pois queria que ele ficasse comigo.
Gelson pediu-me para olhar para o homem e tentar perceber se ele me lembrava alguém de minha vida atual. Aproximei-me dele e olhei para seu rosto. Veio-me uma forte sensação de que aquele homem era meu pai nesta vida. Fiquei emocionada. Ao olhar para a mulher, não tive nenhuma sensação, nem lembrança.
Gelson fez uma experiência para saber se algum dos dois estava desencarnado neste momento. Senti que a mulher desapareceu. O homem ainda continuava ali, mas ele não me via. Ele andou pela casa e depois saiu. Foi sumindo enquanto eu o observava pela porta.
Gelson me pediu para que apenas observasse como foi a vida daquele casal, daquele dia em diante.
Não consegui visualizar bem. Parecia-me que ele havia envelhecido sozinho, pois não conseguia ver a mulher. Em outro momento, visualizava-os felizes ao redor de uma mesa, com uma criança.
Percebendo minha dificuldade, Gelson pediu para que eu voltasse para minha casa, visualizando como ela seria, onde seria e como era a minha vida.
Ao afastar-me, senti-me como criança, indefesa, solitária, acanhada, silenciosa. Parecia que me encontrava encolhida num canto escuro. A sensação era de abandono, inconformismo e inércia. Aquele homem que havia visto, tinha me abandonado, abandonado minha família. E só conseguia pensar nisso. Revoltava-me essa lembrança. E doía-me saber que ele era feliz com outra pessoa, enquanto eu amargurava a perda.
Perguntada sobre como teria sido minha morte naquela vida, senti-me muito velha, solitária, numa casa simples, no meio do nada, apenas campo. Não consegui visualizar a minha morte, mas sentia que eu mesma a havia provocado em função desse eterno sentimento de solidão e vazio.
Voltei àquela casa e me vi no quarto do casal. Eu estava com uma faca na mão e parecia que eu havia matado aquela mulher. A sensação era de querer destruí-la, mas misturava-se a uma inveja e ciúmes. Ela era uma mulher bonita e aparentava ser boa, delicada. Eu queria ser como ela. Queria ser ela.
Comecei a sentir uma dor forte no lado direito da nuca, como se alguma coisa estivesse cravada em meu pescoço. A dor começou a subir até o alto da cabeça. A sensação era de uma lança cravada na nuca e que saía pelo topo da minha cabeça. A dor aumentava.
Gelson me pediu para fazer uma prece, pedindo a meu ser íntimo que encaminhasse esse espírito que eu havia prejudicado ao “hospital” para ser tratado. Fiz, então, internamente este pedido. Pedi desculpas pelo mau que havia feito e solicitei seu encaminhamento e tratamento. A dor foi passando apenas para o topo da cabeça. Aos poucos foi diminuindo, até passar.
Gelson pediu-me para me desligar daquele lugar e retornar. Foi o que fiz, apesar de ainda sentir uma ligação muito forte com tudo que havia visto.

Comentários

Na primeira sessão não obtivemos muitas informações que pudessem nos dar uma sequência lógica de fatos que pudesse ter algum interesse, mas como foi a primeira regressão da consulente, pode ter sido uma vida 'aleatória' apenas para ela ir se acostumando a explorar suas próprias lembranças. Entretanto, o fato mencionado por ela do lugar escuro, sentir tontura e seu corpo rodar é um sintoma de mudança de frequência, ou seja, é provável que durante a lembrança ela entrou em alguma frequência do mundo astral e repetiu algum ato que costuma fazer em desdobramento inconsciente, em alguma região de baixa vibração das regiões umbralinas.
Na segunda sessão ela já estava um pouco mais 'solta' e pudemos interagir mais com sua mente, adiantando ou retornando no tempo, e tivemos a oportunidade de socorrer o espírito de uma mulher que ela havia assassinado naquela existência.
Ainda temos algumas 'pontas soltas' mas esperamos que nas próximas consultas encontremos suas devidas ligações.
Abraço.

Gelson Celistre.

Um final feliz muitas vidas depois

Na primeira consulta de regressão a consulente em poucos minutos disse que já estava no jardim. Perguntei o que via lá e se havia alguém e ela disse que via muitas flores e que estava acompanhada do espírito de seu pai (já falecido). Ela o havia chamado mentalmente pq estava temerosa. Disse a ela que eu iria fazer uma verificação para ver se era mesmo o pai dela e constatamos que não era mesmo. Depois disso ela teve um encontro em desdobramento com seu ex-marido, onde conversaram um pouco sobre a recente separação (ele não aceitou bem a situação).
Expliquei a ela que com essa atitude (de invocar algum espírito, no caso o pai) ela estava prejudicando sua regressão pois o pai dela, mesmo que quizesse, não poderia participar da terapia e, pelo que ela me disse dele, certamente não teria condições de ajudar em nada, ao contrário, poderia até atrapalhar.
Depois reiniciamos a regressão e ela se viu indo em direção a um castelo medieval. Ela se via muito escura, apenas como um vulto negro, e o castelo tinha uma aparência cinzenta e sombria.
Nesse castelo ela viu apenas um homem usando uma armadura de cavaleiro. Subiu uma escadaria que terminava em uma porta à beira de um precipicio e uma outra escada que descia para um andar onde havia uma parede de pedra e do outro lado, um jardim. Nesse jardim ela viu um homem, o mesmo com o qual esta vivendo atualmente. Conversaram, ele dizia que a amava, mas depois disso tudo escureceu e ela não viu mais nada.
Na consulta seguinte inicialmente ela se viu andando no jardim de uma casa grande, onde entrou e se viu menina, lá estavam seus pais atuais, embora a casa fosse diferente (provavelmente os pais da vida atual já haviam sido pais dela em outra existência, essa que ela acessou agora). Ela aproveitou para conversar com a mãe sobre a maneira dela ser (muito autoritária, sempre com a razão).
Saindo dali tudo ficou escuro mas lhe disse para continuar caminhando e aos poucos ela foi percebendo uma outra casa, ao estilo das casas de fazenda de escravos, com uma varanda ao redor. Nessa varanda havia um homem sentado numa cadeira, era o proprietário da fazenda. Na cozinha da casa a esposa dele se encontrava fazendo alguma coisa.
A consulente então era um homem, o capataz da fazenda. Pedi a ela que conversasse com a mulher par tentar descobrir alguma coisa, pedir para fazer algo, e ela o mandou perguntar ao marido, Coversando com o marido dela, o dono da fazenda, este dizia ao capataz que devia matar um negro, pq ele assim o estava ordenando. O capataz não queria matar esse negro mas cedeu às ordens do patrão.
O motivo era ciúmes. Esse engro estava vivendo com uma outra escrava negra que havia dado à luz há pouco tempo. O filho era do patrão, que queria aquela escrava apenas para seu uso pessoal.
O pobre negro foi colocado no tronco e apanhou até morrer.
Expliquei à consulente que isso não era apenas uma lembrança, que existia na dimensão astral aquela fazenda ainda e que alguma das pessoas envolvidas nessa trama ainda estava ligado àquele local. Apesar de ela ver muitos escravos na fazenda e outros trabalhadores, alguns eram apenas criações da mente que quem lá ficou e alguns outros, já encarnados, lá se encontravam em desdobramento inconsciente.
Emiti uma ordem mental para que ficassem lá apenas os desencarnados e feito isto sobrarm apenas a esposa do proprietário e o negro que morreu no tronco.
Desmanchei esse sítio astralino e pedi à consuelnte que verificasse se nenhuma parte permanecia visível e ela disse que tudo sumira, com excessão do tronco.  Pedi que ele observasse atentamente o tronco e ela viu ligado a ele, embaixo mais precisamente, uma outra cena, onde havia um imenso laranjal onde muitos trabalhadores colhiam frutas (não eram escravos). A consulente era novamente o capataz do local e disse que uma das operárias, que estava grávida, morreu no parto, juntamente com a criança. Entretanto, não havia nenhum espírito desencarnado nessa situação. Desmanchei a cena e ela viu um outra casebre de madeira onde um homem velho a chamava.
Chegando no casebre o homem falava sem parar e ela não entendia. Pedi a ela que dissesse a ele para falar mais devagar e que ela prestasse bastante atenção. Ela entendeu então que ele pedia para resgatar o filho, que estava do outro lado de um morro. Ela se dirigiu até lá e encontrou o rapaz, que ia escalar o morro, caiu, quebrou uma perna e morreu ali mesmo, sem ter conseguido ajuda. Resgatamos o velho e seu filho.
Depois disso ela se viu então chegando no castelo onde estivera na consulta anterior, mas desta vez ele não estava sombrio nem cinzento e ela via tudo com perfeição.
Ela viu que uma mulher queria jogá-la no precipio que havia no final da escada onde ela havia subido antes, mas que o homem de armadura a tinha impedido. O homem era seu pai e a mulher era sua própria mãe. O motivo era que ela envergonhara a família, pois estava grávida de um homem que ela amava e com quem se encontrava naquele jardim que ela tbm vira da outra vez.
Este homem foi trancafiado numa cela e morreu lá. Ela foi obrigada a se casar com um outro homem, de quem não gostava, antes da criança nascer.
Na vida atual os personagens reapareceram. A mãe dela é a mesma daquela existência. O pai da vida atual é o homem com o qual ela teve que casar obrigada. O seu amado que morreu na prisão é o homem com o qual ela vive atualmente e o filho que ela teve naquela vida é seu filho mais velho hoje.
Na vida atual ela vivenciou uma situação semelhante. Quando jovem se apaixonou por um rapaz mas sua família foi terminantemente contra, e ela cedeu a essas exigências, casando-se logo depois com um homem pelo qual não era apaixonada. Teve dois filhos e muitos anos mais tarde resolveu se separar por ser infeliz no casamento. Reencontrou aquele homem, que tbm era casado e acabou se separando tbm, e hoje eles vivem juntos.
Muitos séculos depois daquela vida, em um país diferente, eles novamente se encontraram e o sentimento que existia em seus corações acabou sendo mais fortes que as convenções sociais. Isso prova que o amor não conhece barreiras e sobrevive ao tempo.
Abraço.

Gelson Celistre.

Amor eterno

A consulente rapidamente entrou num estado alterado de consciência e enquanto mentalizava o jardim se viu num local escuro e enevoado, estava descalça com uma vestimenta branca e um rato lhe fazia caretas. Em seguida divisou um homem com um casaco azul, calça branca e botas pretas, este lhe pegou pela mão e lhe levou para algum local.
Assim que o viu ela ficou extasiada, disse que ele era lindo e não conseguia tira os olhos dele, o homem era alto, loiro e a fascinava o simples olhar para ele. O que se seguiu foi meio estranho pois ela sentiu um forte dor no peito e não queria admitir que o tal homem fosse o culpado. Depois ele a pegou nos braços, a colocou sobre uma mesa e a despiu. A sensação que ela teve foi a de estar sendo esquartejada, mas mesmo assim procurava desculpar o homem que venerava, dizendo que não podia acreditar que ela faria isso com ela, e que nos olhos dele via que ela não queria mesmo fazer isso. Em seguida sentiu ser jogada num precipício e voou para fora de lá.
O que ocorreu foi que ela foi envenenada e sacrificada por este homem, provavelmente num ritual satânico, mas se recusara a acreditar pois o amava e o venerava de uma forma muito intensa. A primeira cena que ela viu já foi ela morta numa região de baixa vibração no umbral, tendo depois passado a lembrar o momento que o homem a encontrou naquela vida e a levou para algum lugar. Nesses momentos ela sentia uma forte dor no peito, dor que costuma sentir e que não teve encontrada sua razão pela medicina convencional.
A conduzi até o momento em que eles se encontraram pela primeira vez e ela se viu criança, brincando com seu irmão, que era esse mesmo espírito que ela venerava naquela existência fatídica. Pedi que fosse para um momento importante naquela vida e ela viu uma carruagem e um homem que deveria ser seu pai, de bigodes, usando uma espécie de farda militar. Era o momento em que seu irmão, já adolescente, partia, carregando uma mala quadrada.
O próximo momento marcante dessa vida foi ela dando à luz uma criança, auxiliada por uma criada negra. Essa criança nasceu de uma relação incestuosa e a levaram para algum lugar a fim de escondê-la, pois o pai biológico era seu próprio irmão que partira. Ela morreu algum tempo depois aparentemente por desgosto, mas não pelo filho que não ficara com ela, mas pela ausência de seu irmão. Não via sentido na vida e tudo lhe era indiferente.
Logo que morreu ela se viu toda preta, escura, pois estava com muita raiva de seus familiares que a privaram da presença de seu amado irmão. Depois de morta ela ficou presa à casa onde morava por algum tempo. Depois sentiu as orações que seu irmão fazia por ela e se sentiu atraída a ele, mas disse que não conseguia chegar perto dele pq ele só pensava coisas boas. Ficou gravitando por perto durante algum tempo, viu quando o filho dele nasceu e ele o pegou nos braços, depois foi atraída para uma região pantanosa e lamacenta do umbral.
Precisamos entender aqui que ela teve uma vida infeliz e que morreu com muito ódio em seu coração, ela mesmo se sentiu escura logo que morreu e não conseguia nem chegar perto do irmão amado pq ele 'só pensava coisas boas', isso significa que seu corpo astral estava muito denso, carregado de fluídos deletérios, e seu peso específico a deslocou para uma região no astral compatível com essa energia.
Ela ficou um tempo que não temos como precisar nesse local, onde haviam outras pessoas tbm, até o momento em que um grupo dessas pessoas conseguiu 'fugir' dali, correndo por um caminho que divisaram em direção a uma colina.
Ela viu que junto deles corria tbm um animal semelhante a um leão, mas que era totalmente branco. Na fuga ela viu que da barriga de uma das mulheres que tbm estava fugindo dali, saía uma mãozinha de criança. Em dado momento ela se viu só com o 'leão branco', que ela sentiu que a protegia.
Essas recordações da consulente são de um resgate onde utilizando-se desse ser em forma de animal, entidades mais evoluídas patrocinaram a saída daqueles espíritos daquela região purgatorial; a mulher que ela viu com a mãozinha de criança saindo da barriga provavelmente morrera grávida ou tentando abortar.
Depois disso ela 'pulou' para uma outra vida onde já estava dando à luz uma linda criança e, sentado ao seu lado, estava seu marido, e este era o mesmo espírito que ela idolatrava tanto, o mesmo que a esquartejara e fora seu irmão. Ela sentiu uma sensação muito prazeirosa e de realização nesse momento e então deixamos ela fixada neste momento e encerramos a sessão de regressão.
Embora seja a primeira regressão dessa consulente, pelos fatos relembrados podemos supor que se trata de dois seres que viveram muitas vidas juntos e que possuem uma ligação muito forte.
A dor que a consulente sente no peito é em função de não conseguir admitir que o homem que venerava poderia ser capaz de fazer algo ruim para ela. Muitas coisas que ocorreram nas primeiras cenas da consulta ela se negou a ver pq não consegue admitir que seu ídolo pudesse ter feito isso. É um caso típico onde a pessoa não quer encarar a realidade e mascara para si mesmo os fatos a fim de não sofrer, pois admitir que a pessoa a quem ama incondicionalmente não é 'boa', pode lhe desestruturar todo o seu sistema emocional, entretanto, se esta situação surgiu na regressão é pq é algo que a consulente precisa trabalhar em si mesmo pois isto está causando uma desarmonia no seu espírito.
Ressalte-se que ela nos procurou para tratar seu filho e estamos tentando tratar da criança através dela. Haveria alguma relação entre este homem que ela tanto ama e seu filho atual? Esperamos descobrir nas próximas consultas.
Abraço.

Gelson Celistre.

segunda-feira

A barca de Rá

A situação que encontramos nessa sessão não é rara e nos serve de alerta para que mantenhamos a nossa mente aberta às inúmeras possibilidades de interpretação da verdade que existem no universo. A consulente se deparou com um enorme templo, semelhante a uma pirâmide que tivesse seu topo cortado. Essa construção estava no meio do nada, um deserto. O interior tinha o piso formado por mosaicos com símbolos estranhos, muitos ornamentos dourados.
Nesse salão havia um altar e no centro uma espécie de túmulo cheio de múmias e com algo semelhante ao vidro na parte superior. Havia um altar com uma poltrona de espaldar alto e nas paredes haviam hieróglifos egípcios em baixo relevo, que pareciam se mover. Criei uma abertura nessa parede e a consulente relatou que saíram de de dentro da parede muitas pessoas e animais, como tigres e falcões. Todos foram recolhidos e levados para um posto de triagem no astral.
No final de um longo corredor, onde havia uma grande parede de pedra com um símbolo semelhante ao 'olho que tudo vê' (um olho dentro de um triângulo) a consulente divisou um sarcófago em posição vertical. Pedi que ela se aproximasse e abrisse a tampa. Ela o fez e havia uma múmia dentro, com os braços cruzados na altura do peito.
Esta múmia estava imóvel e parecia 'morta', mas eu disse a consulente que conversasse com ela e dissesse que veio para levá-la até a 'barca de Rá'. Nisso a múmia pareceu acordar, pegou a colsulente pelo braço e seguiram rapidamente. Logo a frente deles surgiu uma barca na qual a múmia entrou, após agradecer à consulente.
Não conseguimos saber há quanto tempo essa múmia esperava que se cumprissem suas crenças acerca do mundo espiritual, milênios provavelmente, mas pela reação é provável que já estivesse cansada e se perguntando pq não fora retirada dos mundos inferiores pelos deuses a quem adorara em vida. O mito da barca de Rá era bem popular e conhecido no Antigo Egito, e a menção a isso com efeito o tirou de seu torpor mental e o fez desejar sair daquele estado.
O fato de acreditar cegamente em suas crenças o manteve em estado de suspensão, assim como ao séquito que fora enterrado com ele para servi-lo no além. Como todos acreditavam pacificamente que morreriam para servir seu senhor no outro mundo, não cogitavam de sair de sua prisão, mantida pela energia mental deles todos.
Em outra regressão já me deparei com uma consulente que fora um faraó e que, após ser morta e enterrada dentro de uma pirâmide, se recusou a ser resgatada por dois espíritos socorristas que vieram buscá-la pq 'não era assim que ele acreditava que seria'. Passou um tempo enorme preso à sua múmia até que, exausto, foi retirado sem forças e levado para um hospital no astral. Nós somos as maiores vítimas de nossa negligência em relação ao mundo espiritual, pois geralmente pouco ou nada nos importamos com a vida futura, isso quando acreditamos nela. Não identificamos a consulente nessa vida mas provavelmente ela era um dos serviçais que foram enterrados vivos naquela tumba.
A sintonia com uma situção dessas poderia provocar situações de solidão e conformismo com a 'desgraça', sensação de dever à vida aos outros, claustrofobia, etc.
Abraço.

Gelson Celistre.

Regressão nas palavras de quem fez

Neste post vou relatar uma regressão pelas palavras da própria consulente, que solicitei que escrevesse de memória, após a consulta e em sua casa, o que ela havia acessado na regressão. Na consulta, enquanto a pessoa relaxa e mentaliza o jardim, eu a desdobro (separo o corpo astral do corpo físico) e já a levo para o 'meu' jardim, que utilizaremos como base para as incursões nas vidas passadas do consulente (as partes em negrito são a descrição da regressão nas palavras da própria consulente):

"Enxerguei o jardim com flores e ao mesmo tempo tudo escureceu, vi um homem velho com cabelos brancos compridos e com bigode, parecia um mago, estava sentado numa poltrona de madeira alta olhando algo, quando olhei pra mesma direção vi pessoas de preto, tudo muito escuro diante de uma placa de cimento, tinha alguém ali, e nesse lugar tinha muitos vultos, não consegui ver nada nítido, muita confusão, ..."

A consulente estava já sintonizada com uma frequência no astral e assim que sua consciência se transferiu para o corpo astral dela, que eu havia desdobrado e levado para o jardim, ela foi 'puxada' para essa outra frequência, que era a que tinha que ser tratada naquele momento.
A 'placa de cimento' a que a consulente se refere era um altar de sacrifícios onde eu intuí que ela havia sido sacrificada e, como a visão estava confusa e estagnada nesse ponto, para ela pedi que se colocasse naquele local, para darmos seguimento à regressão.

"...quando tu disse pra eu me deitar na pedra, senti agulhadas pelo corpo inteiro, uma angústia, uma sensação horrível, o estranho que o mago não era mal ele era claro, tinha luz perto dele. Depois eu estava dentro de um buraco muito escuro e em cima tinha uma abertura e dava pra ver o céu."

Tendo se colocado na pedra (o altar) ela sentiu o que houve quando foi sacrificada e em seguida morta (ficou presa em um buraco em alguma região densa do astral). Geralmente eu permaneço desdobrado e acompanho a consulente no astral e quando ela fica temerosa por algum motivo qualquer me faço visíviel para a tranquilizar. Quando disse para ele olhar para lado pq eu estava junto dela ela só viu o mago, pois foi a forma com a qual me apresentei a ela em desdobramento. Pode ter sido pq tive alguma coisa a ver com ela no passado com essa personalidade, ou pq estivesse envolvido nessa situação. Nem sempre isso acontece, geralmente a consulente me vê com a fisionomia que tenho nesta vida, eventualmente com um traje diferente.

"Após, me vi em cima de um elefante, estava muito enfeitada, com vestido vermelho rosto coberto, estilo indiano, árabe... estava triste, havia muitos convidados, todos sentados no chão, o suposto noivo estava alegre, tinha um turbante na cabeça e uma espada na cintura, mais a frente tinha uma escadaria com uma mulher de vestimenta preta, ela quem conduzia a cerimônia. Quando acabou, uma parte dos convidados me separou do noivo e a outra parte o carregou, subi no elefante, tudo escureceu e novamente estava no buraco."

Quando ela estava no buraco pedi que ela voltasse no tempo e lembrasse como foi parar ali, e então ela teve essa visão. Parece ter sido um ritual onde a noiva era sacrificada após o casamento, pois a oficiante da cerimônia era uma sacerdotisa de vestimenta negra. A expressão do noivo parece indicar que ele próprio talvez não soubesse o que iria ocorrer depois, mas não conseguimos saber mais sobre ele.
Pedi a consulente que saísse do buraco e voltasse para o jardim, após termos resgatado (foram recolhidos para um hospital no astral) os seres que ainda estavam presos àquela situação na dimensão astral.

"Voltamos para o jardim, vi tulipas vermelhas lindas, uma tarde de inverno ensolarada, mais a frente avistei um celeiro quando dei a volta pra entrar, nossa tudo ficou muito escuro, muito frio, senti medo, era tipo um matadouro, tinha um cara furioso, havia pele de animais, vacas, porcos, cavalos, muito sangue, eu vi o cara matando algum animal ou pessoa, não era nítido, ele estava transtornado, tinha um túmulo, vi também um menino no canto da parede me olhando, ele estava com medo também, mas não falou nada somente olhava assustado, eu senti vontade de sair dali, mas não conseguia."

Ao voltar para o jardim (tulipas, tarde ensolarada) novamente a consulente foi atraída por outra frequência ativa em seu inconsciente e foi parar no tal celeiro onde algum ser perturbado estripava pessoas e animais. Essa situação ficou nebulosa para a consulente e não conseguimos ver exatamente do que se tratava, embora o mais provável é que ela tenha sido vítima de algum psicopata, possivelmente marido dela que a matou por ciúmes. Às vezes os fatos não se mostram com muitos detalhes pq o principal naquela situação é o resgate dos seres envolvidos e da transmutação das energias envolvidas, que foi o que fizemos, após eu trazer a consulente de volta.
Esta foi a primeira sessão de regressão dela, já havíamos tido uma consulta antes, mas foi a inicial, onde eu explico algumas coisas para a pessoa sobre o tratamento e sobre o mundo espiritual, sobre o karma, tiro suas dúvidas e já passo algumas orientações para quando formos fazer a regressão.
As coisas estão colocadas de maneira resumida e por elas parece que foi algo muito rápido, entretanto, a parte onde a consulente acessou essas vidas passadas, tirando uns 15/20 minutos para conseguirmos transferir a consciência da consulente para o seu corpo astral, durou mais de uma hora, sendo que depois fizemos algumas análises e observações sobre o que foi acessado e a vida atual da consulente.
Abraço.
Gelson Celistre.

quarta-feira

Regressão e resgates

Após algumas induções hipnóticas de relaxamento, a consulente conseguiu rapidamente sentir-se leve e em seguida 'ver' o jardim. Pedi que observasse bem o ambiente do jardim e perguntei se ela via ao longe algumas árvores altas. Como ela via as árvores pedi que se dirigisse em direção a elas pois logo após ela veria 'alguma coisa'. Enquanto se dirigia até as árvores ela viu uma menina loira, de cabelos longos, trajando uma túnica branca, que corria alegremente e seguiu por uma estrada de terra, ladeada de árvores.
Seguimos a menina, que chegou numa casa simples, onde havia uma senhora algo idosa dentro e, do lado de fora, um homem cortando lenha. O homem a princípio parecia contrariado com alguma coisa, irritado, mas logo em seguida, aparentando uma visível perturbação emocional, sentou-se no toco onde cortava a lenha e desatou a chorar. A consulente era essa menina loira que ela avistara. Ela se viu numa idade daquela vida anterior aos eventos que agora presenciava.
Dei um comando para que ela recuasse no tempo, antes desse momento, para descobrirmos a razão do homem estar sofrendo. Ela viu então que eles viviam maritalmente juntos, até que um dia ela disse-lhe que iria embora. Acordou, vestiu-se e saiu da casa, onde um antomóvel a esperava, com um homem, um pouco mais velho que ela, ao volante. Ela estava muito entusiasmada e feliz por começar uma nova vida, parecia apaixonada por esse homem. O sofrimento do homem que cortava lenha era por ela o ter abandonado.
Cruzaram com o veículo a mesma estrada de terra que a consulente vira no início e chegaram numa cidade. A residência para onde ela se mudou era uma casa grande, com gramado e jardim na frente. Seu novo companheiro era um homem de posses. Entraram e ele lhe mostrou a residência e a apresentou a uma senhora negra, que era a empregada, e que não simpatizou muito com sua nova 'patroa'. Foram para o quarto, beijaram-se, etc.
Ela era feliz nessa casa, sentindo-se apenas um pouco só quando o marido estava fora trabalhando. Morreu acamada por uma doença por volta dos cinquenta anos de idade. Não teve filhos. Enquanto isso, seu antigo companheiro, que ainda não superara a separação e vivia  sozinho ainda naquela casa vista no início, talvez por ter tido notícias de que sua amada morrera, enforcou-se numa árvore próxima. A consulente, que já havia morrido tbm, foi até sua antiga casa e o viu lá pendurado na árvore, mas não demonstrou nenhum sentimento de compaixão, apenas indiferença.
Seu antigo companheiro entretanto, após se enforcar, viu-se no chão abaixo da árvore, 'vivo', e acreditou que não tinha morrido. Irado, resolveu ir até seu rival 'tirar satisfação'. Chegando na casa deste o encontrou sentado numa poltrona, lendo um jornal, enquanto a empregada lhe servia uma xícara de chá ou café. O suicida investiu contra ele tentando estrangulá-lo com as mãos, mas este nada percebeu. Exausto e sem saber o que fazer, o suicida ficou ali convivendo com seu rival. Passados alguns anos o dono da casa foi atropelado, em frente a sua residência, e o suicida foi quem o socorreu. A 'convivência' o fez perder a raiva do antigo rival.
Atualmente, o suicida ainda estava habitando aquela casa, que ficou plasmada no astral, e mantinha o seu novo amigo em desdobramento inconsciente junto dele, o que a consulente pode verificar pelo 'cordão de prata' saindo do dele, à altura dos cabelos brancos. Dei um comando para que ele voltasse a seu corpo e pedi à consulente que conversasse com seu antigo companheiro, o suicida, e pedisse perdão a ele, dizendo que estava ali para ajudá-lo. Ele a acusava pelo abandono e lhe atribuía a responsabilidade pela sua morte, disse que se matara por culpa dela. A consulente o via com um ser totalmente negro, apesar de saber que era ele mesmo. Isso se deve ao fato de que ele possuía uma vibração muito baixa, carregada de fluídos densos, em razão de sua raiva, mágoa e inconformismo com o que se sucedeu, além é claro do fato de ter dado fim à sua própria vida. Estava reticente em aceitar a 'ajuda' de sua antiga amada.
Fiz então ele lembrar de uma vida anterior onde eles viveram juntos e que era a razão dela o ter abandonado nesta vida em que ele se suicidara. A consulente reviu tbm a vida em questão, onde ela estava em determinado momento grávida, quase ganhando o filho, e ele a espancou brutalmente, deixando-a sangrando no chão. Após ver este episódio de seu passado ele teve uma espécie de 'choque' emocional, entendeu o pq de ter sido abandonado, e foi invadido por uma série de sentimentos contraditórios, misto de culpa, remorso, saudade, decepção, etc., totalmente perdido, sem saber o que fazer.
Dissemos a ele que iria para outro local onde ele seria auxiliado e orientado, explicamos que ela já estava numa nova vida, etc. Ainda assim ele não queria se separar dela, apesar de não manifestar isso de forma violenta, mas pesarosa. Dissemos a ele que ela o visitaria mais tarde e o fizemos adormecer, para que nossas equipe espiritual pudesse levá-lo.
Após isso providenciamos a destruição da casa onde ele vivia no astral, para dissipar a energia negativa associada ao local. A consulente observou que uma das árvores que havia do lado de fora da casa não 'sumiu' e então pedi que ela fosse lá para averiguarmos o motivo. Nestes casos, quando alguma parte do 'cenário' plasmado no astral não desaparece ao nosso comando é pq alguma outra mente o mantém plasmado, como o suicida já havia sido retirado, logicamente haveria uma outra consciência ali.
A consulente viu uma casinha de madeira em cima da árvore, uma 'casa da árvore' parecida com essas que se faz para as crianças brincarem, e dentro havia uma bruxa velha, muito feia, cozinhando algo em um caldeirão de ferro. Nesse momento a consulente se viu como uma bruxa tbm e sentiu que ambas eram muito amigas. A outra bruxa estava fazendo uma 'poção' para a consulente, para ela 'se ver livre' de algo ou alguma coisa. Verificamos que essa outra bruxa tbm era uma pessoa encarnada que se encontrava em desdobramento. Emitimos comando para que ela retornasse ao seu corpo e pedimos que a consulente a acompanhasse, tendo ela identificado a pessoa desdobrada como sendo sua 'melhor amiga' na vida atual.
Retirada a bruxa novamente comandamos a desintegração da árvore com a tal casa, mas a consulente viu que alguns galhos dessa árvore não sumiram; queimei esses galhos e ainda assim sobrou um toco no chão.
Pedi a consulente que o agarrasse e puxasse mas ela disse que ele estava preso ao chão.
Dei um comando para que ela fosse até a outra extremidade do que segurava o toco no chão e ela se viu então com uma outra aparência, correndo para um castelo medieval, desesperada pq seu 'namorado' havia sido preso numa masmorra. Encontramos ele preso e acorrentado dentro de uma cela. Retirei as correntes e desfiz as grades, coloquei ela desdobrada junto com ele num campo de conteção em forma de bolha, para transportá-los, e os trouxe até onde estávamos, em meu consultório, onde havia outros espíritos esperando para socorrê-los. O tal namorado estave em estado lastimável e havia sido preso pelo pai da consulente naquela vida, que estava lá em desdobramento inconsciente, e que tbm é pai da consulente na vida atual.
Verficamos se havia mais alguém preso no tal calabouço mas não encontramos ninguém, apesar disso ele não se dissolvia, sinal que ainda havia alguma consciência mantendo o local. Procurando a consulente encontrou um túnel onde ao fundo parecia crepitar uma chama. Pedi que ela seguisse por esse túnel para vermos que entidade havia no final dele. Ela encontrou um ser alto usando uma capa preta, que perguntou-lhe o que ela queria. Mandei ela dizer que veio libertar os prisioneiros dele, ao que ele retrucou que ela não tinha poder para isso.
Eu o paralisei e pedi a consulente para localizar os prisioneiros, mas ela via tudo escuro, ao mesmo tempo que a 'entidade' dizia a ela que nunca os encontraria. Ordenei mentalmente a ele que mostrasse a ela onde estavam e ele a contra-gosto obedeceu, localizamos vários locais com muitos seres aprisionados e os resgatamos numa enorme bolha, mas ainda havia mais. Eu me desdobrei e fui até onde eles estavam. Antes mesmo de eu dizer a consulente que iria lá ela já me viu aparece ao lado da tal entidade. Eu então prescrutei a mente dele e mostrei a ela onde estavam os demais grupos de prisioneiros. Após resgatarmos todos, fiz a entidade adormecer e a recolhemos com os demais, deixando a cargo de nossa equipe espiritual decidir o que fazer com ele.
A consulente teve envolvimento com magia negra em vidas passadas e isso a predispõe a ser alvo desse tipo de situação. Essa entidade 'trevosa' era quem estava administrando as ligações cármicas de vidas passadas da consulente para manter em desdobramento não só ela mas tbm algumas outras pessoas ligadas a ela. A intenção como sempre é a extração de energia vital dos encarnados desdobrados, que é utilizada para que estas entidades consigam se esquivar da atração gravitacional do planeta e a consequente necessidade da reencarnação.
Fora isso, a ligação energética com seres com os quais teve uma relação conjugal e amorosa, e que se encontravam em estado de perturbação e sofrimento, influía na sua vida 'amorosa' atual. Isso tbm fazia com que a consulente se mantivesse em estado de desdobramento inconsciente em mais de uma 'cena' na dimensão astral, em mais de uma 'frequência' energética, o que a longo prazo poderia provocar alterações na psiquê da mesma, gerando distúrbios comportamentais como depressão e síndromes variadas, além de esquizofrenia.
Abraço.

Gelson Celistre.

terça-feira

Sonhos e vidas passadas

Muitas pessoas tem sonhos que na verdade são lembranças de fatos ocorridos em suas vidas passadas. Isto ocorre pq as energias envolvidas naquela existência de alguma forma estão encontrando uma ressonância, um eco, na vida atual da pessoa. Essas lembranças tanto podem se relacionar a eventos agradáveis quanto a traumas vividos. Por vezes se misturam lembranças de vidas passadas com fatos vividos em desdobramento durante o sono do corpo físico.
Temos vários períodos de sono REM (Rapd Eye Movement), onde as sensações no sonho são mais vívidas. A maioria lembra vagamente do que sonhou, ficando gravados em nossa memória geralmente partes desconexas de vários acontecimentos e/ou lembranças.
Uma de minhas consulentes contou-me que havia tido um sonho onde ela estava num bordel. Era uma das 'garotas' da casa e 'servia' os homens que frequentavam o local, com bastante 'desenvoltura'. Durante a nossa sessão de regressão fiz com que ela relembrasse do sonho em detalhes e vimos que tratava-se em parte de eventos ocorridos em desdobramento e em parte de lembranças de uma vida passada dela.
Naquela existência ela teria sido seduzida por algum malandro e perdido sua 'virtude'. Seu pai a expulsou de casa e ela foi 'acolhida' num bordel. Em sua primeira noite no meretrício, ainda sem saber como 'funcionava' a coisa, um assíduo cliente, pessoa influente na cidade, encantou-se por ela e deixou de lado sua habitual 'acompanhante'. A garota que foi preterida ficou indignada e tentou agredir a 'novata' com uma navalha, o distinto cavalheiro tentou evitar a tragédia e acabou sendo ferido mortalmente.
A dona do bordel tratou logo de se livrar do corpo, que foi jogado numa viela distante, e tentou apaziguar a situação provocada involuntariamente pela 'novata'. Entretanto, a outra jovem não aceitou bem a situação de ter provocado a morte de seu melhor cliente e, naquela mesma noite, degolou a consulente enquanto ela dormia.
A princípio a consulente apenas sonhara que estava no bordel e que 'servia' os frequentadores da casa. Esta parte do sonho não era uma lembrança daquela vida passada, inclusive pq ela nem chegou a 'trabalhar' no tal bordel, morreu em sua primeira noite lá e nem teve chance de servir ninguém. Ela estava fora de seu corpo físico durante o sono, em corpo astral, e foi até um bordel existente na dimensão astral. Este bordel onde ela esteve na diimensão astral é o mesmo onde naquela existência ocorreu esta tragédia.
A cafetina que diriga o local foi morta pelas suas próprias garotas, às quais ela tratava muito mal, e depois de 'morta' permaneceu no local. Como geralmente acontece nessas ocasiões, a construção existente no plano físico (que possui uma duplicata etérica) se 'desprende' e passa a se situar numa região do astral, compatível com a frequência das atividades ali realizadas e dos seres a ela associados.
Havia no local, além da cafetina 'mor', várias garotas e clientes que frequentavam o bordel, que morreram e continuaram a viver na dimensão astral, 'congelados' no tempo/espaço. Efetuamos o 'resgate' desses seres, isto é, os recolhemos e encaminhamos a um local onde serão esclarecidos sobre sua situação, tendo a possibilidade de receberem auxílio e orientação para sua próxima reencarnação.
As razões que levaram a consulente a ir até o referido bordel durante o sono podem ser diversas, desde o desejo de fazer sexo até a necessidade de resgate daquelas consciências.
Entretanto, caso ela não estivesse em tratamento psicoterápico comigo, provavelmente passaria a frequentar o referido bordel durante o sono do corpo físico e acabaria sendo vampirizada pelos frequentadores do local. Em casos onde a frequência a esses locais por parte de pessoas encarnadas se prolonga por muito tempo, estas acabam frequentando o local em desdobramento inconsciente tbm (em estado de vigília) e vivem mais na dimensão astral do que na física. Frequentemte passam a levar uma vida sexual 'apática', sem muitos relacionamentos sexuais, pq criam uma espécie de 'vício' sexual em sem relacionar na dimensão astral.
Abraço.

Gelson Celistre.

quarta-feira

O mago satânico

Estamos ligados a todas a consciências com as quais já tivemos algum tipo de relação, algunas ligações são mais fortes, outras mais fracas, e algumas podem se fazer sentir de forma a influenciar nossa vida atual. Nesta sessão a consulente acessou uma vida passada onde um outro ser que conviveu com ela, e que ainda se encontra na dimensão astral, estava execendo uma influência negativa e perniciosa em sua vida atual.
Naquela vida esse ser era um mago, um bruxo dedicado à magia negra. Para a sociedade da época, era um apenas um professor numa instituição ligada à Igreja, um internato ou orfanato, possivelmente tbm envergando as vestes sacerdotais.
O local dispunha de uma enorme biblioteca e o tal mago dispunha de um laboratório 'secreto' onde fazia experiências alquímicas. A consulente era apenas uma serviçal nesse local e justamente por transitar quase que sem ser notada e com relativa liberdade pelo local, acabou descobrindo as atividades 'extra-curriculares' do tal mago, que entre outras coisas, realizava rituais satânicos com sacrifícios humanos, onde as vítimas eram as crianças que viviam naquela instituição.
Entretanto, enquanto ela vivia o dilema de relatar ou não a alguém o que sabia, pois seria a palavra de uma serviçal contra a de um professor respeitado, o tal mago lhe tirou o ônus dessa escolha. Ela a drogou e a 'preparou' para o sacrifício. Quando deu por si, ela estava deitada num altar de pedra, num subterrêneo iluminado por algumas tochas apenas.
Ao seu redor conseguia ver vários homens com mantos escuros que lhes cobriam a cabeça e ocultavam suas faces. Apesar de estar consciente ela não conseguia se mover por efeito da droga. Oficiando o rito estava o mago, que com um punhal fez dois cortes no peito nu da consulente, formando uma cruz. Depois disso tbm cortou-lhe os pulsos e a garganta, tendo o sangue sido recolhido e sorvido pelos participantes.
Quando a consulente acessou suas memórias daquela existência, criamos um vórtice mento-emocional que 'puxou' a consciência daquele mago, que ainda está na dimensão astral (não reencarnou), fazendo-o tbm reviver aquele passado. Esse vórtice foi tão forte que provocou o desdobramento inconsciente de vários daqueles espíritos que participaram daquele ritual, pois vários já estão reencarnados.
Ao terminar de 'recordar' aquela sua vida fatídica, tínhamos então no 'campo áurico' da consulente, além do mago satânico, os seus comparsas, tando encarnados como desencarnados. Nestas situações o que fazemos é comandar o retorno dos encarnados desdobrados aos seus corpos e os desencarnados são 'levados' pela equipe espiritual que nos auxilia. No caso espífico do mago satânico, antes dele ser levado com os outros, por ser muito perigoso (ele no astral ainda estava em atividade e prejudicando muitas pessoas) efetuamos o 'apagamento' de sua mente, isto é, o fizemos esquecer quem era e tudo o que sabia, a fim de facilitar sua 'recuperação'.
A consulente se 'livrou' desse espírito que a atormentava pois parte da (in)consciência dela revivia a situação que sofrera onde ele era o mais forte e a subjugou. Estes seres costumam se aproveitar da própria memória inconsciente das suas vítimas para perpetuar seu domínio sobre elas, pois 'ativam' no inconsciente delas essas memórias.
Abraço.

Gelson Celistre.

A dama de vermelho

Nesta vida acessada a consulente viu-se sentada numa cadeira em frente a uma penteadeira, escovando seus cabelos. Pelo reflexo do espelho ela via sua cama e, sentada sobre ela, estava uma mulher com um vestido vermelho longo.
O espelho refletia tbm a expressão de pavor do rosto da consulente, além de uma grande mancha roxa num dos olhos, causada pelo seu marido em um acesso de fúria. Enquanto via a tal mulher em sua cama ela repetia para si mesma:
- Ela não é real! Não existe, é tudo coisa da minha cabeça.
A consulente naquela existência enxergava os espíritos, e por conta disso era considerada perturbada e louca. Seu marido se sentia envergonhado perante os amigos e parentes, e pela sociedade em geral, por conta dos acessos de 'loucura' da esposa, que por medo e desespero relatava o que via na ânsia de receber ajuda. A sociedade e o meio em que ela vivia na época não aceitavam ou desconheciam a realidade do mundo espiritual e por conta disso ela era considerada louca.
Interessante notar que a consulente na vida atual passou por situação semelhante antes de iniciar o tratamento conosco. Seus pais não aceitavam a possibilidade dela ter 'mediunidade' por conta de sua religião e ela, como 'via' pessoas que ninguém mais via, desde pequena foi tratada como 'doente', à base de medicamentos psicotrópicos e até internamentos em clínicas especializadas. Para a medicina convencional se trata de um caso de esquizofrenia, mas na realidade é 'apenas' mediunidade.
A consulente nesta ocasião estava grávida, a barriga já volumosa, e vivia em desespero com medo dos seres que via, além da 'dama de vermelho', e que lhe aterrorizavam e ameaçavam. Ela pensava em morrer e pedia a Deus que depois que o filho nascesse que ela morresse.
Talvez ela estivesse pressentindo seu destino pois ela acabou morrendo no parto. Entretanto, embora seu desejo era o de se livrar dos obsessores, com a morte a situação piorou. Ao deixar o corpo ela sentiu-se caindo e 'desceu' (vide observação abaixo) até uma região do astral inferior, onde seus algozes a estavam esperando e a aprisionaram. Foi trancafiada numa cela e ali permaneceu por um tempo que não soube precisar.
O motivo da perseguição tenaz destes outros espíritos era o fato de que em uma vida anterior a consulente era uma feiticeira, uma bruxa, e fazia todo tipo de 'poções' a quem lhe pagasse. Naquela existência o marido da 'dama de vermelho' querendo se vingar dela por algum motivo que não soubemos, contratou essa bruxa para que preparasse um veneno, a fim de matar o próprio filho dele com a 'dama', pq queria que ela sofresse com isso. Outro detalhe interessante é que na vida atual essa 'dama de vermelho' era um dos seres que a consulente via quando criança e até recentemente.
A 'dama de vermelho' ainda acompanhava a consulente neste momento de sua vida e tivemos que tratar este ser. Efetuamos o 'apagamento' da memória e a encminhamos para nossa equipe espiritual, que providenciará seu esclarecimento, orientação e posterior reencarnação. Este é um caso de obsessão onde a perseguição se estende por mais de uma vida.

Obs.: Nosso corpo espiritual (corpo astral, perispírito, etc.) é energia e possui um frequência e densidade próprias, que refletem o nosso grau evolutivo. Espíritos mais evoluídos possuem um corpo espiritual mais diáfano e com vibração mais elevada, os espíritos menos evoluídos, a grande maioria da humanidade atual, possuem um corpo espiritual mais denso e de frequência vibratória mais baixa.
Como é a 'densidade' e frequência de nosso corpo espiritual que nos situa em alguma região da dimensão astral, a consulente naquela ocasião pós-morte, 'caiu' para uma região do astral compatível com o 'peso específico' de seu corpo espiritual.

Abraço.

Gelson Celistre

segunda-feira

Desobsessão simples

Nessa sessão a consulente acessou uma vida onde eram os pais que decidiam com quem as filhas iriam se casar. Ela tinha uma irmã que gostava de um homem e queria casar com ele, mas seu pai decidiu que sua irmã é quem deveria se casar primeiro. Sua irmã casou com o homem que ele amava e ela acabou morrendo 'solteirona'.
O espírito que fora sua irmã está desencarnado e, tendo-a encontrado 'viva' e casada nessa existência com o o mesmo homem, estava a 'obsidiando', inclusive afirmando que ela fizera 'de propósito' apenas para afrontá-la.
Conversamos com esse ser e lhe mostramos alguns equívocos em sua interpretação dos fatos, assim como a fizemos lembrar de uma vida anterior onde ela havia 'roubado' este mesmo homem da mulher que fora sua irmã (a consulente). Após algum tempo dialogando, este espírito aceitou ir com um dos membros de nossa equipe espiritual a fim de ser orientado sobre como proceder daqui para a frente, pois percebeu que a 'vingança' não lhe traria nada de bom.
Um caso de desobsessão simples que pode ser tratado facilmente numa sessão de regressão.
Abraço.

terça-feira

Um oceano de paixões

Era a época das grandes navegações e um jovem casal fazia planos para o futuro. O rapaz partiria em um grande navio em busca da riqueza das novas terras que estavam sendo descobertas e, quando retornasse à pequena ilha onde habitava, se casaria com sua amada, nossa consulente. A moça era dama de companhia de uma outra 'nobre' que, sem que ela soubesse, tbm estava apaixonada pelo mesmo rapaz. Ao confidenciar seus planos para a 'amiga' ela jamais suspeitara que a mente da anônima rival tinha outros planos. O coração de nossa jovem sonhadora estava radiante, mas esse brilho daria lugar ao desgosto pois durante anos a fio ela esperaria em vão na praia pelo retorno de seu amado. Cada navio que avistava trazia a princípio uma esperança e posteriormente uma desilusão, pois seu amado nunca estava a bordo. Por fim, após mais de dez anos de uma angustiante espera, chegaram os inevitáveis rumores de que o rapaz havia perecido num naufrágio. Não suportando a dor, a bela praia de areias brancas se tornou o cenário de sua triste passagem, pois ela sufocou seu pranto nas ondas do mar revolto, partindo desta vida para encontrar seu amado na outra.
A jovem teve sorte a princípio pois encontrou o espirito de seu amado vagando nas profundezas do oceano astral e com ele seguiu sem rumo por algum tempo. Entretanto, de repente o espírito do rapaz sumiu e ela se viu sozinha vagando no submundo das trevas marinhas. Enquanto me relatava que se via só naquele ambiente estranho, ela ouviu uma voz grave dizendo-lhe que não permitiria que eles ficassem juntos, que antes ele os separou e que agora novamente não permitiria a união dos dois. Numa região trevosa, na subcrosta 'marítima' do astral, um ser horrendo mantinha presos vários outros espíritos, entre eles o amado da consulente. Isolamos a criatura num campo de contenção (uma bolha) e o local onde ele habitava tbm. Criamos uma enorme bolha ao redor da formação rochosa onde o tal ser vivia, dentro de uma caverna subaquática, e levamos tudo para o 'jardim'. Lá os seres escravizados foram socorridos, inclusice o rapaz, e o terrível algoz foi adormecido e levado pela equipe espiritual para cumprir seu destino perante a Lei.
A consulente estava no jardim mas foi novamente 'puxada' para aquela situação que ainda se desenrolava na dimensão astral, desta vez se viu dentro do barco onde naufragou seu amado, onde vários dos espíritos que morreram afogados ainda estavam ligados àquela nau, em especial um 'grumete' que fora contratado pela 'nobre' rival da consulente naquela vida para sabotar o navio, com a promessa de que ele, juntamente com o tal rapaz, seriam salvos por um outro navio, de um comparsa dela.
O tal comparsa era o ser terrível que habitava as profundezas e que aprisionara o rapaz, pq ele 'em vida' era apaixonado pela consulente e juntamente com a 'nobre' dama, que era apaixonada pelo rapaz, tramaram esta situação, que parece der dado errado. Com o resgate desses outros espíritos, a cena toda estava desaparecendo, pois as mentes que a mantinham viva estavam se dispersando e saindo do 'transe' da morte que as fixara naquele momento. Na praia onde a consulente havia se suicidado, estranhamente restava apenas o vestido com o qual ela se encontrava no momento da morte. Ela me relatava que as ondas estavam levando o vestido para o mar mas pedi que ela o segurasse e puxasse de volta para a praia. Quando fez isso percebeu que uma mão putrefata segurava o vestido e o arrastava para as profundezas. Recolhemos o ser e então ela percebeu que era a sua 'nobre' rival, que tbm se suicidara quando seu plano fracassou. O vestido havia sido presente da 'nobre' para sua dama de companhia, para que ela o vestisse para recepcionar seu amado quando de seu retorno. Este ser tbm foi levado para o jardim e socorrido junto com os demais. Com o resgate da jovem rival da consulente, se encerrrou esse trágico romance onde as paixões descontroladas levaram à destruição de tantas vidas.
Na dimensção astral a pequena ilha onde os protagonistas desta história viviam foi tragada pelas ondas de um imenso oceano, onde jazem ainda muitas vidas naufragadas, aguardando que os corações pesados que ali afundaram sejam trazidos à tona para embarcarem em outra jornada onde, mais leves, naveguem mais uma vez sobre as ondas das paixões avassaladoras, buscando talvez o porto seguro do amor, por vezes tão distante e difícil de encontrar.
Abraço.

Gelson Celistre.

quinta-feira

Paixão, loucura, escravos, magia negra, drogas, mediunidade

Foi a primeira sessão com essa consulente, que possui mediunidade aflorada e que rapidamente chegou ao jardim e já sintonizou com uma vida passada. A consulente está em estado depressivo há bastante tempo, tratando-se inclusive com medicamentos e com acompanhamento psiquátrico. Ela acessou inicialmente a penúltima existência antes da vida atual, depois a última, e depois algumas outras em época bastante anterior, tendo no final retornado a um momento no astral depois da sua morte na última encarnação antes da atual que ela não tinha lembrado antes. No final juntamos as peças e confirmamos com um dos membros da equipe espiritual que se encontrava no jardim a ordem 'cronológica' das vidas acessadas.
Inicialmente ela viu-se em frente a um prédio, um hospício, onde ela era uma interna. Ela tinha a percepção de que não era louca, mas que estava totalmente apática, sendo-lhe indiferente viver ou morrer. Usando este ponto como referência fizemos ela voltar mais naquela vida para descobrirmos o motivo dela estar ali internada.
Era filha de uma família muito rica e envolveu-se com o jardineiro, resultando desse paixão uma gravidez. Seus pais descobriram e, para evitar um 'escândalo', deram um 'sumiço' no rapaz e arrumaram uma maneira de fazer um aborto. Chamaram um médico e disseram a ela que ele veio para examiná-la a fim de verificar se estava tudo bem, mas o que ele fez foi dopá-la e provocar um aborto. Quando ela acordou e percebeu o que houve teve uma forte crise nervosa e foi internada num manicômio, como perdera a razão de viver tornou-se apática e morreu velha nesse local.
Foi levada para um hospital no astral mas nem sabia que havia morrido e permaneceu nesse estado ainda por muito tempo, até que o rapaz por quem se apaixonara, o tal jardineiro, apareceu em seu quarto com um bebê no colo, dizendo que era a filha deles (a que foi abortada).
Ela ficou ainda confusa pois sabia que a criança não poderia estar daquele tamanho, mas depois acabou aceitando a situação e foi morar com o rapaz e a menina numas casinhas que haviam junto ao hospital onde se encontrava.
Depois de um tempo foi para um local maior, uma colônia, onde estudou sobre religiões diversas, budismo, cristianismo, espiritismo kardecista, etc. e principalmente, segundo ela, a umbanda, pq tinha muito preconceito com esta religião então estudou mais. Após algum tempo estudando isso, foi encaminhada para um local onde se preparou para a reencarnação. Foi-lhe informado que na próxima existência ela encontraria aqueles espíritos que foram seus pais na vida anterior e ela se revoltou com isso, não querendo reencarnar. Entretanto, teve que reencarnar a contra-gosto mesmo.
Nasceu numa família muito pobre, numa região montanhosa onde caía muita neve. Seus pais eram muito pobres e viviam mendigando comida, mesmo assim ainda passavam fome. Quando ela era ainda criança, apareceu um casal e seus pais a deram para que fosse criada por eles. Eles a tratavam muito bem mas ela era uma criança rebelde e segundo suas próprias palavras 'deu muito trabalho pra eles'. De fato, desencarnou com 17 anos vítima de overdose. Apareceu-lhe o espírito de uma moça loira jovem e lhe ofereceu ajuda, que ela recusou. Queria se drogar mais. Vagou sem rumo muito tempo no umbral até que alguns outros espíritos lhe ensinaram como vampirizar os encarnados, o que ela passou a fazer. Disseram-lhe que era só ela chegar bem perto das pessoas e dizer no ouvido delas o que ela queria que eles fizessem. Ela disse que a princípio não conseguia mas com a prática se tornou fácil isso, só não dando certo com pessoas que não eram viciadas pois ela tentara influenciar esses tbm sem êxito. Ela permaneceu nessa vida até que seus pais adotivos desencarnaram e vieram resgatá-la que, estando já muito desgastada, acabou aceitando ajuda, tendo sido levada para um hospital. Esse casal que a adotou nesta vida eram os mesmos espíritos que na vida anterior a essa eram seus pais biológicos, os que a internaram no hospício.
Nesse ponto a consulente 'pulou' para uma vida onde nasceu como filha de um fazendeiro de café, aqui no Brasil, ainda na época da escravidão. Ela tinha 'pena' dos negros e cuidavo dos doentes e feridos, tendo até se envolvido com um deles, que acabou sendo surrado no tronco e veio a falecer. Ela ainda teve tempo de retirá-lo com vida do tronco e cuidar dele na senzala antes dele morrer, tendo inclusive ficado presa com os negros na senzala pq seu pai não aprovava essa dedicação que ela tinha pelos escravos.
Passado algum tempo ela foi dada em casamento a um outro fazendeiro, bem mais velho que ela, de quem teve três filhos, dois homens e uma mulher. Ele morreu bem antes dela, que ficou tomando conta da fazenda, não permitindo que os negros fossem surrados. Ela demonstrou uma certa decepção consigo mesma por não ter libertado os escravos quando lembrou dessa parte daquela vida. Quando morreu nesse existência foi para um hospital no astral onde permaneceu por muito pouco tempo, tendo logo em seguida ido trabalhar num posto de socorro que atendia os espíritos de escravos negros mortos. Ficou lá por muito tempo mas foi 'convidada' a sair pq precisava reencarnar, tendo sido levada novamente ao local onde se preparara para reencarnar. Como tinha adquirido algum crédito, solicitou nascer como negra, para poder ajudar mais os escravos pois como branca não tinha feito muito por eles. Foi-lhe concedido este pedido e ela então nasceu como um homem negro, escravo, e com uma deformidade numa das pernas, que o impedia de trabalhar nas lavouras. Como tinha muito conhecimento de ervas, ele cuidava dos negros doentes e vivia numa palhoça à parte da senzala, fazia as vezes de curandeiro. Morreu de velhice.
Quando morreu nessa existência foi para uma colônia no astral onde só haviam negros, viveu lá por muito tempo, aprendendo tudo sobre a cultura africana, a magia, os orixás, etc. No momento de reencarnar queria novamente ser negro mas lhe disseram que ela precisava aprender sobre outras culturas tbm e não permitiram.
Sua próxima encarnação foi na região asiática, onde ainda criança, um menino, foi entregue por seus pais num monastério, onde lhe rasparam a cabeça e onde ela passou toda sua vida. Ela detestava as repetições de orações e mantras, etc. Foi uma vida, segundo a visão dela mesma, totalmente inútil, pois ela queria ter nascido negra. Ao desencarnar voltou para a mesma colônia de negros e mais uma vez pediu para nascer como um negro, pois queria muito ajudar os negros.
Nasceu mulher, negra, numa época onde já não javia mais escravidão. Era conhecedora da magia e do poder curativo das plantas. Curava as pessoas e muitas delas, agradecidas, lhe davam presentes e dinheiro. Isso lhe despertou a cobiça e ela começou a fazer todo tipo de feitiço, magia negra, para todos os fins. Segundo ela era muito bem sucedida pq havia seres muito trevosos que a auxiliavam no astral. Ficou muito rica e era mãe-de-santo. Quando morreu continuou a trabalhar no astral usando suas filhas, que uma após a morte da outra, eram 'promovidas' à condição de chefe do terreiro. Ela foi ficando 'conhecida' no baixo astral, ou em suas palavras, estava ficando 'muito forte', o que despertou a atenção de um outro ser trevoso, mais poderoso que ela, que a aprisionou e tomou para si os seres que a auxiliavam. Ficou muito tempo presa por este outro ser até que sonhou com a colônia de negros onde tinha estado, reconheceu os erros que cometeu, lembrou que estudou magia para auxiliar e acabou fazendo o mal a muita gente. Arrependeu-se e caiu em prantos. Novamente lhe apareceu aquela jovem moça loira lhe oferecendo ajuda e ela aceitou, tendo sido resgatada e levada para um hospital.
Nesse ponto a consulente embaralhou mais uma vez as lembranças, tendo 'pulado' para o que aconteceu com ela na vida onde era morreu de overdose. Estava fora de si e agredia a todos que encontrava, senão havia ninguém agredia a si própria. Foi colocada num quarto com as paredes e o chão acolchoados para não machucar a si mesma, onde havia sempre uma música suave tocando e onde lhe era administrado um tramento cromoterápico, ficando um tempo uma luz de uma cor, depois outra, etc. Não escutava ninguém, tendo permanecido assim muito tempo, até que a moça loira que a socorreu veio conversar com ela, que começou a melhorar. Foi transferida para um quarto 'normal', depois passou a frequentar uma sala onde haviam outros jovens como ela que tinham passado pelo mesmo problema com drogas. Aós algum tempo acabou reconhecendo que precisava de ajuda e foi encaminhada para o setor de reencarnação. Sua próxima existência foi a vida atual.
Fizemos uma checagem para verificar se dessas vidas que ela acessou, não haveria algum ser que pudesse estar ainda vivendo uma situação de passado no astral ou então algum outro que convivera com ela e que estivesse em condições de ser resgatado, caso estivesse no astral e precisando.
Foram resgatados oito negros 'escravos', cinco pessoas dementes (do hospício) e uma sala cheia de drogados. Reunimos todos e os levamos para o jardim, onde uma equipe médica já os aguardava.
Pedimos à consulente que conversasse com algum deles para confirmar a ordem das vidas dela pois percebemos que ela não estava seguindo uma ordem 'cronológica' e este amigo confirmou nossas suspeitas, afirmando que ela pulara muitas outras vidas pq tinha 'medo', pois ela tivera outras vidas onde tinha mediunidade e se bloqueava, com medo de novamente usar de maneira errada essa mediunidade.
Observem que na penúltima encarnação antes da vida atual ela fora estudar religiões e deteve-se principalmente no estudo da Umbanda pq tinha preconceito, justamente pq abusara do conhecimento que tinha quando numa vida passada fora mãe-de-santo e fizera muita magia negra. Isso é comum em muitos médiuns, muitos são reincidentes em abusar do intercâmbio com a dimensão astral e ficam com medo de exercer seu mandato mediúnico e errar novamente, agravando seu carma.
Abraços.

GELSON CELISTRE
(51) 9394-6023

sábado

De um drama pessoal a um resgate coletivo

Ao iniciar a regressão, já no jardim, a consulente se vê vestindo uma camisola comprida, com os pés descalços, tem cabelos longos até o meio das costas, pele clara e sardenta, deve estar com uns 16 anos. Do lado de fora do jardim uma imagem começa a se formar, um par de botas pretas, uma calça marrom e, finalmente, ‘vestindo’ esse traje, um homem de pé olhando-a fixamente. Partindo por um dos caminhos que sai do jardim, a moça se vê correndo desesperada por uma floresta, sendo perseguida por cães e pelo homem das botas pretas. Ela pára subitamente, pois se vê diante de um precipício, com um córrego ao fundo, margeado por grandes rochas. Não sabe se pula ou se volta pelo mesmo caminho por onde veio; teme por sua vida pq está sendo caçada como um animal. As lembranças se misturam e ela sente falta de ar, está se afogando. Acorda num hospital. Aos poucos as lembranças clareiam em sua mente. Na ânsia de fugir tentou descer pelo precipício, escorregou e caiu sobre as rochas, sofrendo muitos ferimentos, mas vindo a desencarnar por afogamento. O homem que a perseguia encontrou seu corpo boiando no riacho, preso a galhos de árvores que seguiam com a correnteza. Cutucou-lhe com a bota preta para constatar que jazia ali sem vida, confirmando a impressão dos cães, que já a haviam farejado e se afastaram. Lembrou então pq corria. Escutou uma conversa onde seu próprio pai mandava o homem das botas pretas matá-la pq ele descobrira que ela estava grávida. O filho era de um rapaz que ela conhecia, mas o pai, que abusava dela sexualmente, pensou que fosse dele e então decidiu matá-la para encobrir seus atos doentios, temendo que vissem a descobrir o que ele fazia com a própria filha. A moça ficou algum tempo naquele hospital no astral se recuperando, depois trabalhou lá mesmo ajudando com as crianças doentes do local, até que por fim, foi chamada pelo responsável que lhe informou que ela iria reencarnar. Ela se revoltou, pq lhe disseram que aquele homem que mandou matá-la, seu próprio pai, seria seu pai novamente. Ela tinha muito medo dele, mas lhe garantiram que se ele apresentasse comportamento semelhante (pedofilia) nessa outra vida, ela seria afastada dele. Dali ela se viu num túnel que girava muito e teve a sensação de ter caído num local onde tinha água. Era o ventre materno, sua porta para uma nova existência, sua vida atual. Seus pais separaram-se quando ela tinha apenas um ano de idade e sua vida seguiu sem maiores transtornos. A relação com o pai não foi muito próxima, mas mesmo assim foi um tanto conflituosa.

De volta ao jardim fomos em busca do homem das botas pretas, pois senti que ele tinha remorso pelo que aconteceu. Ele estava lá ainda, parado como antes, e então conversamos com ele e o esclarecemos. Ele chorou muito, disse que considerava o que aconteceu com ela uma injustiça; foi levado para um hospital no astral. Trabalhando a relação pai e filha da vida anterior e desta, posto que se tratava dos mesmos espíritos, e considerando que nesta vida o pai da consulente já faleceu tbm, há cerca de três meses, resolvemos procurá-lo para verificar se não restavam ainda alguns sentimentos mal resolvidos entre eles. Ele foi encontrado preso, numa cela com grades, lamentando-se da sua sorte. Indagado, afirmou que fora preso por seres aos quais ele pediu ajuda, não tendo, em contrapartida, efetuado o pagamento combinado, que seria ele dar vazão aos seus ‘instintos’ sexuais pervertidos. Mostramos a ele que esta sua filha da ultima existência era a mesma de outra vida passada e esta, tendo-o perdoado, conseguiu retirá-lo do cárcere e o trouxemos para o jardim, onde a mãe da consulente desta existência, tbm falecida, estava esperando e o levou consigo para outra estância do astral. A moça ainda estava se refazendo no jardim quando percebeu que parte dele pareceu escurecer. Vislumbrou então quatro entidades que vieram em busca do prisioneiro que ela havia libertado, eram seres de baixa vibração e quando foram informados de que não o teriam, mas que poderiam optar em serem auxliadas e encaminhadas a outro local para se reeducarem, destaram a rir debochadamente. Para não criar tumulto, emitimos um pouco de energia na direção dos mesmos, a fim de demonstrar-lhes que nada do que pretendiam obteriam ali, e eles nos deram as costas indignados e resmungando impropérios.

Ainda incursionamos por outra existência dela onde, ainda criança, seu pai suicidou-se por conta de dívidas. Eram uma família muito rica e de repente se viram na miséria. De luxuosa mansão mudaram -se para um pequeno cômodo, um ‘quartinho’. Sua mãe passou a trabalhar numa padaria, onde ela tbm trabalhou quando cresceu. Morreu de velhice naquela existência com o pensamento de que, apesar da vida miserável que teve, foi feliz. Entretanto, quando passou para a dimensão astral nesse momento de suas lembranças, sua visão escureceu. Pedi que voltasse ao jardim mas ela sentia-se pesada. Fomos averiguar o motivo e ela se viu então numa sala de aula, recebendo lições sobre o corpo humano, em suas várias dimensões, com camadas sobrepostas, em um quadro-negro. Dali os ‘alunos’ saíram todos para um grande salão, onde haviam várias macas, para as aulas práticas. Congelei a cena neste momento e pedi que ela se deslocasse do ponto onde estava, para cima, até sair do prédio, pois que queria saber como ele era por fora. Ela viu um prédio todo envidraçado com espelhos, que refletia com muita intensidade a luz do sol. Efetuamos alguns procedimentos de checagem relativamente a essa estrutura e de repente ela sentiu-se ‘descendo’. De acesso a lembranças de seu período intervidas, onde ela trabalhou nesse laboratório, ela passou a locomover-se na dimensão astral em direção ao tal prédio, em acentuado descenço vibratório. Quando ela chegou próximo do local o prédio explodiu, desaparecendo por completo, deixando expostas e aturdidas centenas de espíritos que eram usados ali como cobaias de experimentos macabros. Foi então efetuado um resgate coletivo, por uma equipe de seres que nos acompanhava, e que nos informou tratar-se de pessoas encanarnadas, em desdobramento, que serviam como cobaias.

Ficou ali um cientista, dirigente do local, que não se surpreendeu quando viu a consulente em sua frente pois já a conhecia, tendo dito inclusive que ’sabia que a reencontraria novamente’. Paralisei-o e pedi à consulente que ‘entrasse’ em sua mente para descobrir o que faziam ali. Os ‘cientistas’ deste laboratório, do qual nossa consulente fazia parte no passado, estavam desenvolvendo um novo tipo de câncer ou vírus, com ação muito rápida, e que consumia as pessoas por dentro, deixando-as ocas. A intenção era desenvolver o vírus ou o ‘agente’ que causaria essa doença nos corpos astrais de seres encarnados, para que então esse ‘agente’ passasse ao corpo físico dos mesmos, num processo semelhante à drenagem natural de fluídos densos, quando o corpo físico ‘puxa’ para si esses fluídos gerando doenças como os diversos tipos de câncer. A equipe que nos acompanhava solicitou que apagássemos a memória do tal cientista para que ‘eles’ não utilizassem o conhecimento dele para refazer os experimentos, sendo que então nos desdobramos e, nos colocando em frente ao mesmo, efetuamos os procedimentos para apagar sua memória. Ele desmaiou em função disso e foi levado para o hospital. Nos pediram que apagássemos tbm da mente da consulente o conhecimento que ela tinha e o que absorveu quando ‘invadiu’ a mente do cientista, o que fizemos logo em seguida. De volta ao jardim, a consulente foi reenergizada com a ajuda da equipe espiritual, devido ao desgaste provocado pelo resgate dos seres e destruição do laboratório.

Nesta regressão podemos observar elementos muito distintos entre si. Primeiramente ela voltou à vida imediatemente anterior a esta, reviveu seu drama pessoal, e passou para a vida atual, onde entendeu os motivos imediatos de sua relação conflituosa com o pai, e na outra existência acessada ela entendeu algo de seus ‘medos’ em relação a dificuldades financeiras. Foi um tipo bem ‘clássico’, onde se acesssaram vidas passadas que tem a ver com a vida atual. Num segundo momento foi acessado um período inter-vidas ‘físicas’, onde ela realizava atividades maléficas, fazendo parte de um grupo de seres que atua contra a humanidade. Foi através de uma frequência de passado dela que a equipe espiritual que dirigiu os trabalhos pôde acessar o tal laboratório e dar fim às atividades escusas ali realizadas. É um ‘trabalho’ um tanto atípico para quem trabalha apenas com regressão nos moldes ‘clássicos’, mas que pode ser executado se o terapeuta tem conhecimento e respaldo de entidades de graduação espiritual mais elevada, pois trata-se de um embate direto contra potências trevosas.

Abraços.

quinta-feira

Uma regressão 'clássica'

Iniciamos com o encaminhamento ao ‘jardim’ de onde partiríamos para a investigação das vidas passadas, como ela tem mediunidade aflorada e atua regularmente não foi necessário induzir um estado de transe, bastou o desdobramento (separar o corpo astral do físico). Ela já chegou no jardim com a aparência de uma vida passada. Dali pedi que ela escolhesse um dos caminhos que saíam do jardim e o seguisse. O caminho escolhido por ela, logo que saiu do jardim, ficou escuro, mas foi clareando à medida que ela seguia por ele.

A vida passada - uma linda cigana que seduzia e roubava homens ricos

Vestia-se como uma cigana e a primeira coisa que divisou foi um grupo de cavaleiros que a perseguiam, ela correu para uma cabana, onde se refugiou. No inteirior estava um homem bravo com ela, era seu irmão mas tbm seu cafetão. Viviam de dar golpes, ela seduzindo homens ricos e eles os roubando.
Um desses homens lesados procurou uma feiticeira para ajudá-lo a encontrá-la e a tal mulher conseguiu localizá-la. Quando os cavaleiros chegaram à cabana o irmão a agrediu e cortou-lhe o rosto com uma adaga, tendo entregado ela aos homens que a perseguiam afirmando nada ter com ela, que era uma ladra.
Ela foi levada à presença da tal feiticeira, que deu-lhe algo para beber, um feitiço, um líquido esverdeado, afirmando que ela nunca mais iria ‘encantar’ os homens. Ela foi presa numa cela e morreu com o corpo cheio de feridas e com extrema inanição.

O desencarne - foi levada para um ‘bordel’ no astral inferior

Após o desencarne, já no plano astral, uma mulher a levou para um tipo de bordel, onde várias mulheres ‘trabalhavam’, vampirizando e seduzindo homens encarnados. Apesar da situação, ela sentiu-se aliviada neste local devido à tudo que passara enquanto encarnada. Era-lhes dito que precisavam disso para poderem viver e elas não suspeitavam que tbm ’serviam’ para outras finalidades. Ela foi colocada junto de um homem, a quem deveria ’seduzir. Na realidade ela fiocu obsidiando o tal homem o tempo todo, induzindo-lhe pensamentos ruins sobre a esposa e quando desdobrado, ela mantinha relações com ele. Este estado de coisas durou até o momento em que a esposa desse homem, devido ao abandono a que ficara submetida pelo esposo, suicidou-se. Na verdade ela era o verdadeiro alvo da obsessão. A suicida no astral chorava muito e a cigana ficou arrependida de ter provocado a morte dela, queria ajudá-la de alguma forma e tendo desobedecido sua ‘chefe’, que mandou ela levar a mulher para o prostíbulo, pegou-a pela mão e saíram sem rumo. Passaram por locais lamacentos e imundos, até pararem exaustas em uma pequena elevação no terreno.
Após algum tempo apareceram alguns espiritos socorristas e lhes ofereceram ajuda. A suicida ainda muito perturbada foi com eles mas a cigana disse-lhes que não iria pq não merecia ajuda, devido ao mal que fizera, tendo ficado ali sentada por um tempo indeterminado, até que por fim ‘desmaiou’ e vieram os socorristas e a levaram a um posto de socorro.

O resgate - saindo do umbral

Já no posto de socorro ela quando acordou estava muito desconfiada, achando que lhe exigiriam que fizesse ‘alguma coisa’ em troca por a terem tirado daquele local. Ficou muito tempo deitada e só lhe ministravam o que ela percebeu como sendo água. Após algum tempo já se via sentada na cama e quando se recuperou totalmente foi encaminhada a um local onde um homem explicava a um grupo de recém-socorridos como ela, onde estavam, o que lhes havia acontecido (que estavam ‘mortos’), etc. Ela via muitos chorando e disse ao tal homem que ela não merecia estar ali pq não havia apenas morrido, ela havia provocado a morte de outra pessoa (a suicida). Foi-lhe dito que se ela estava ali é pq tinha algum merecimento e que não pensasse mais nisso, apenas tivesse paciência.

O reencarne - uma nova chance de acertar

Ela ficou algum tempo ali ajudando naquele posto como podia, até que lhe informaram que ‘estava na vez dela’ e que ela iria reencarnar, sendo que a única orientação que recebeu foi a de ‘fazer diferente desta vez’. A seguir se sentiu muito pequena e passando por um tubo escuro, cujo final era o ventre de sua futura mãe. Avançamos para uns 3 ou 4 anos de idade onde ela ouvia as pessoas dizerem que ela era muito bonita e que iria ser uma mulher linda. Era grandinha pra idade. Dali pulamos para um fato marcante nessa vida aos 6 anos. Detalhe: Essa vida é a vida atual dela, ou seja, ela acessou a última encarnação antes dessa, o período entre-vidas e o nascimento nesta vida. Talvez o termo correto para esta fase seja o de ‘progressão de memória’ pq ao invés dela voltar da fase adulta para a infância ela partiu do ventre para a fase adulta.
Ela ouvia a mãe falar ao pai que se sentia preocupada com ela pois ela já chamava a anteção dos homens sexualmente. Interessante que o episódio desta vida que ocorreu com ela aos 6 anos ela nem sequer lembrava, e foi algo que marcou profundamente sua existência atual. Nessa idade um tio-avô dela tentou lhe molestar sexualmente e, apesar de não ter ‘consumado’ o ato, isto bastou para despertar no inconsciente dela como num flash tudo que ela havia feito de errado na vida passada utilizando seu corpo e o sexo.

A determinação - a atuação da mente inconsciente

Nesse momento ela teve o pensamento muito forte de que ela não queria ser como antes. Sua mente acessou inconscientemente todo o drama que ela viveu na vida passada e no período entre-vidas e ela ‘determinou’ a si mesma que não seria como antes. Aí junta-se todo um conjunto de conceitos que o espirito tem em seu reposítório de memórias e o que ele pode acessar devido à frequência em que se encontra e o tipo de karma que está resgatando. O resultado prático dessa determinação foi que logo em seguida ela começou a engordar. Fez tratamentos, emagrecia, mas voltava a engordar. O ‘fazer diferente’ na mente dela foi interpretado como não ser bela e atraente aos homens. É uma forma de proteção muito utilizada pelas mulheres que já abusaram da beleza e tbm por mulheres que sofreram abuso sexual. Um tipo de proteção pra não serem molestadas.

Resgatando o passado - ‘teus pecados te encontrarão’

Nada acontece aleatoriamente, então vamos situar a família atual da ‘cigana’ com os personagens de sua encarnação anterior.
O tio-avô que a molestou era o seu irmão cigano, que abusou dela e a ‘cafetinava’ na vida anterior. Nesta vida ela já morreu tbm. O invocamos para oferecer ajuda mas ele recusou, disse que tem outras mulheres que ‘trabalham’ pra ele e lhe trazem bastante energia. Mostrei-lhe o futuro e fiz algumas considerações mas ele não aceitou, então o deixamos ir e continuar com a ‘vida’ que escolheu.
O marido atual dela foi um dos homens que ela seduziu e enganou na vida anterior.
Os avós da vida atual eram o homem que ela obsidiou e a esposa deste que se suicidou.
A mãe dela dessa vida tbm era filha deles na vida anterior e ficou com muita raiva pela morte da mãe na outra existência.
Aquele conjunto de seres que viveu um drama na vida anterior novamente se encontra a fim de se reajustar carmicamente. A memória dos fatos certamente não trazem consigo mas as emoções certamente surgiram e eclodem ainda nos embates naturais do dia a dia. O resgate consiste em ‘fazer diferente’ dessa vez, substituindo o ódio, o rancor, a calúnia, a traição, etc., pelo amor, a compreensão, a fraternidade, a solidariedade, etc.

O tratamento - reprogramação mento-emocional

A ‘determinação’ dela em não repetir os erros do passado, ocasionou uma programação mental que gerou um efeito no seu corpo físico, como ela tinha um entendimento muito ‘material’, ou carnal, da vida, ser diferente de ser bela e atraente seria ser gorda, a fim de não excitar a cobiça nos homens.
Coloquei-a novamente no momento do assédio e ‘congelei’ a cena. Pedi então que ela conversasse consigo mesma sobre essa determinação, e que mostrasse a ela ‘criança’ que agora ela era adulta e tinha consciência de seus erros e que não iria fazer coisas erradas, que não precisava ser assim, alterando seu corpo, que ela podia ter uma vida normal e que iria se controlar, etc. Acessei a frequência da feiticeira para desfazer o feitiço que ela deu para a cigana beber e nesse momento ela se apresentou em desdobramento inconsciente, a feiticeira, atualmente encarnada como sua cunhada, afirmando que não iria permitir, dizendo que ela não merecia, que tinha feito mal a muita gente, etc. Desmanchei o feitiço e fiz a feiticeira desdobrada esquecer daquela existência e a mandei de volta ao seu corpo.

De volta ao começo - o jardim

Encerramos com essa vida e a mandei de volta ao jardim, pedindo que ela observasse se não havia alguém lá pra falar com ela. Quem estava lá era a avó (a suicida de outra vida), que disse-lhe que tudo está acontecendo para ela no tempo certo e que tivesse fé que daria tudo certo. Abraçou-a e se foi. Trouxe ela de volta e analisamos os fatos vivenciados, discutimos algumas coisas, ponderamos outras, para que ela entendesse bem o processo todo.

Considerações finais

As pessoas que possuem algum tipo de mediunidade geralmente tem mais facilidade para acessar suas vidas passadas, em decorrência inclusive do seu tipo de karma, mas já obtivemos esse mesmo grau de ‘vivenciação’ das vidas passadas em pessoas que não possuem a mediunidade aflorada. Nunca é igual para todos, cada um tem seu tempo. Algumas pessoas tem mais facilidade outras precisam de algumas sessões e de tratamentos a nívelo ‘inconsciente’, em desdobramento, para conseguirem. Se a pessoa quer realmente ela consegue. Acontece que em função do karma da pessoa ela pode ter que movimentar mais recursos para obter o que deseja, sejam mentais, emocionais e até mesmo financeiros, mas a todos é facultado esse ‘benefício’ pois a Lei é justa e não disporia de um recurso apenas para alguns privilegiados.

Abraços.