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segunda-feira

Resgate coletivo

A seguir o relato de duas sessões de regressão da mesma consulente, ocorridas com um intervalo de uma semana, no qual era preciso efetuar-se um resgate coletivo de vários seres que eram vítimas de experiências malignas. Na primeira sessão ela acessou uma vida passada e nessa frequência foi aberta uma 'fenda dimensional' para que ela tivesse acesso a outra frequência onde havia um laboratório com muitas cobaias humanas. Efetuamos um resgate coletivo mas um dos seres conseguiu escapar sem que soubéssemos na ocasião.
Na sessão seguinte, com alguma dificuldade provocada pelo ser que escapara anteriormente, a consulente retornou à mesma vida passada e por fim conseguimos prendê-lo. Como o fator de ligação era uma vida passada da consulente, é provável que o ser que escapara fosse alguma pessoa próxima a ela naquela existência, provavelmente o pai.
Em muitos casos, dado que todos nós temos pesados débitos cármicos, apesar do consulente estar buscando um tratamento para si mesmo, o meio de melhorar sua contabilidade cármica é ele ajudando outros seres.
É comum termos ligações com outros espíritos que se encontram na dimensão astral cometendo atos anti-fraternos e chega um momento em que a justiça divina cessa de dar oportunidades para estes seres se regenerarem e lhes aplica a Lei, que vem a ser a colheita daquilo que eles mesmos plantaram. Nessas ocasiões a pessoa encarnada que está buscando o auto-aperfeiçoamento através de alguma atividade espiritual, como a TVP por exemplo, pode vir a ser 'convocada' para auxiliar a justiça em sua ação, ganhando assim um mérito cármico que vai lha proporcionar benefícios tbm em outras áreas de sua vida.
Segue abaixo os relatos:

Primeira sessão

Visualizei-me como criança no jardim de uma casa grande, onde brincava com outras crianças e era observada por adultos, na maioria mulheres. Minha roupa era muito bonita, assim como a das outras crianças. Eu usava um vestido de cor clara. A casa, de dois andares, era branca, de alvenaria, com uma varanda envidraçada nos fundos. Circulei entre as pessoas que estavam no pátio dos fundos da casa. Havia árvores grandes, com fartas copadas e arbustos com muitas flores.
Subi as escadas que davam para a varanda da casa. Olhei em volta mas não percebi ninguém. Entrei na sala grande, depois da varanda. Grandes janelas, móveis bonitos. Era uma sala ampla, com piso de madeira reluzente. Dancei pela sala, sentia-me muito feliz e alegre. Estava sozinha.
De repente, a porta principal da casa se abre e entra por ela um homen de terno e gravata, chapéu e uma pasta nas mãos. Ele era jovem e parece que chegava do trabalho. Corri até ele e, pegando-me no colo, fomos em direção ao pátio dos fundos, onde estavam as outras pessoas. Sentia um grande carinho por esse homem, acredito que fosse meu pai.
Sentamos em uma mesa redonda branca, no pátio, junto de outras mulheres. Olhei para elas, mas não identifiquei aquela que pudesse ser minha mãe. Havia uma senhora robusta a meu lado, que me olhava e falava com ternura. Talvez fosse minha avó, ou uma tia. De repente, algo no lado esquerdo do pátio começa a me chamar a atenção. Não defini, a princípio, o que era, mas fui até lá e fiquei observando ao redor. Vejo, então, um buraco no chão à minha frente, como se fosse uma rachadura, não muito larga, mas que se estende até o final do quintal. Olho para dentro e não vejo nada.
Percebo um menino sentado na beirada da área da casa, ao meu lado. Ele tinha uma coloração acinzentada na pele e na roupa. Seu aspecto era de tristeza. Percebendo que eu o olhava, ele se levanta e vem em minha direção. Passa por cima da rachadura como se flutuasse, sem cair nela. Ele vai em direção a uma casinha de ferramentas (galpão) que fica próxima e entra. Vou logo atrás dele. Sinto curiosidade em saber o que ele vai fazer lá. Entro e olho ao redor, está tudo limpo e organizado. Olho para o menino e vejo que está parado em frente a um armário com portas grandes. Ele aponta para o móvel e olha para mim. Vou até ele e abro as portas. Ele está vazio.
Gelson pede para que eu afaste o móvel e veja se tem algo atrás dele. Quando arrasto o armário, vejo uma tampa de entrada para um porão. Abro a tampa e vejo uma escada de acesso ao nível inferior. O menino desce na minha frente. Quando chego ao subsolo, percebo uma luz ambiente de tom amarelado. As paredes são escuras. O menino me conduz por um corredor e chegamos a uma sala muito clara, paredes brancas, vários balcões/ mesas com pessoas trabalhando ao redor. Parecem cientistas num laboratório, pois todos usam roupas brancas. Eles se movimentam ao redor dessas mesas, mas não consigo ver o que há sobre elas nem mesmo o que estão fazendo. Gelson pede para que eu observe as paredes e veja se há algum símbolo, algo conhecido que possa ajudar a identificar o lugar. Olho ao redor, mas só vejo algumas paredes lisas e outras com telas e botões de comando.
As pessoas na sala não me percebem. O menino continua pelo corredor, convidando-me para ir junto. Andamos pelo corredor escuro e chegamos à outra sala. Desta vez o ambiente é escuro, com algumas pequenas luzes piscantes no chão. Inicialmente, não consigo visualizar o que há na sala. Caminho cuidadosamente por ela, até que minha visão se acostuma coma penumbra. Vejo, então, várias mesas compridas enfileiradas e distribuídas pela sala. Aos poucos, vejo corpos de pessoas sobre as mesas. Não sei se estão mortos ou apenas dormindo. Gelson pede-me para envolver o lugar com uma grande bolha e trazer para cima de sua casa. Faço a mentalização que me pede. Quando volto até o laboratório, vejo as pessoas paralisadas junto às suas mesas de trabalho.
Subo de volta ao pátio da casa. O menino vem atrás de mim. Sinto um pouco de medo a fecho a porta da casinha de ferramentas para que ele não me siga. Ele, porém, atravessa a porta e vem para perto de mim novamente. Olho para ele e peço para que desapareça. Aos poucos sua imagem vai sumindo. A rachadura no chão também se fecha.


Segunda sessão


Neste dia, tenho mais dificuldades para me concentrar. As imagens vêm e vão, sem que eu consiga me fixar. Vejo paredes de pedra e terra escura, parecidas com as de uma caverna. Percebo tochas de fogo acesas nas paredes para iluminar o ambiente. O chão também é de terra avermelhada. Vejo-me vestida com uma túnica comprida de algodão cru. Vejo alguns homens que passam vestidos com túnicas parecidas, porém, de cor marrom. Parecem ser de alguma seita religiosa, talvez monges. Entro por túneis e caminho se chegar a lugar nenhum, ando em curvas, desníveis e parece que acabo sempre no mesmo lugar. Sinto que quero sair desse lugar, não me sinto bem estando ali. Chego, então, num ambiente mais amplo, iluminado também por tochas. Vejo uma formação de pedra em forma de parede à minha esquerda, talvez seja um altar. Essa formação se estende à frente, em forma de um grande círculo delineado por pequenas pedras no chão. Não consigo perceber se há alguém nesse lugar, ou alguma coisa acontecendo. Sinto-me sonolenta, absorta, sem ação. Continuo andando por túneis, em curvas, declínios, sem ter fim.
Gelson pede-me para que siga os homens de túnica e veja onde estão indo e o que fazem. Entro por mais um túnel e chego a um lugar grande, ainda com aspecto de caverna. Percebo a presença deles, mas não consigo visualizá-los. Começo a sentir-me mais e mais sonolenta, cansada, com o corpo paralisado. Gelson, então, pede-me para voltar ao jardim e ver o que acontece.
Percebo-me no mesmo jardim da última sessão de TVP. Os fundos da minha casa branca, com varanda envidraçada, na qual estive como uma criança. Sinto-me, agora, adulta e percorro o jardim. Grama verde e bem aparada, árvores com belas copadas, bancos brancos, arbustos e muitas flores. Vejo a mesma casinha de ferramentas. Subo a escada da varanda. Entro na grande sala. Ainda é igual, muito clara, o chão de madeira brilhante, grandes janelas. Vou até a entrada da casa e subo pela escada que dá acesso ao andar superior da casa. Vejo vários quartos, mas vou em direção àquele que parece ser o meu. Móveis claros e uma janela que dá para o pátio dos fundos. Olho pela janela e tenho uma sensação agradável. Volto ao corredor, espio os outros quartos e desço as escadas em direção à sala. Fico parada por um instante, sem perceber nenhuma movimentação. Estou sozinha.
Gelson pede-me para mentalizar a casa sendo desmaterializada. Parecia que, aos poucos, a casa ia se desfazendo, mas logo voltei a me sentir dentro dela. Voltei ao pátio, mas também não encontrei ninguém lá. Gelson pediu para que eu voltasse à caverna e insistisse para ver o que acontecia lá. Enxerguei-me muito perto do grupo de homens com túnica. Caminhei ao redor deles, procurando observar o que faziam, mas não compreendi o que era. Gelson deu uma ordem para que todos desaparecessem e pediu-me para ver o que aconteceria. Os homens desapareceram, mas um deles permaneceu. Ele vestia-se igual, mas sua cabeça estava coberta pela túnica. Ele se afastou de mim e entrou por um dos túneis. Eu o segui. Chegamos ao ambiente iluminado por tochas, no qual havia a formação em pedra de um altar e um grande círculo no chão. O homem ficou parado à frente do altar. Gelson ordenou que a túnica fosse removida e pediu-me para ver como ele era. Parecia um homem normal. Colocamos algemas em seus braços e pernas, imobilizando-o. Aos poucos, sua imagem foi se dissipando. Envolvemos o lugar em uma grande bolha e a levamos para cima da casa do Gelson.

Abraço.

Gelson Celistre.

Uma longa espera

Nessa sessão a consulente acessou uma vida passada onde ela morava numa casa simples no campo e saiu em busca de uma vida melhor. Não houve nada de traumático naquela vida para ela mas foi necessário que ela entrasse nessa frequência de vida passada a fim de resgatarmos um familiar dela que, após a morte do corpo físico, não conseguiu se desvencilhar daquela situação e estava 'vivendo' na dimensão astral numa réplica de onde ele vivia aqui na Terra.
Segue o relato pelas palavras da própria consulente:
Ouvia barulho de um riacho e me vi numa floresta. Numa clareira, próximo de onde eu estava, ficava um povoado, um conjunto de casas de madeira rústica e fumaça de forno à lenha. Era um cenário camponês.
Eu andava entre as casas como se estivesse me dirigindo até a minha casa. Quando cheguei, entrei pela porta lateral, que dava na cozinha. Uma mulher mais velha estava cozinhando, mas não notou que eu estava ali. Era uma casa muito simples. Na cozinha havia uma mesa grande com bancos de madeira. A mobília era toda rústica. O piso da casa era de terra, “chão batido”.
Não consegui avistar os outros cômodos da casa, então fui para a rua e comecei a observar o lado de fora da casa. Havia plantações altas de milho e outras espécies. Não havia flores ou cores intensas, somente o verde das plantas em contraste com a casa de madeira escura e velha.
Caminhei pelos arredores. Era uma floresta de árvores muito altas e o caminho por entre elas cheio de folhas secas. Voltei para casa e percebi dois homens entrando na cozinha e sentando-se à mesa. Eles vinham de dentro da casa. Um deles era jovem, por volta de vinte anos; o outro era mais velho. Eles me perceberam, mas trataram-me com certa distância. Convidaram-me para sentar com eles à mesa. Todos pareciam muito frios comigo, apesar de sentir que haviam sido minha família: meus pais e irmão. Entendi que havia feito algo que não os agradara e por isso agiam assim. Ou talvez eles sempre fossem desse jeito mesmo.
Gelson pediu-me que visualizasse como teria sido a morte daquelas pessoas. Só consegui ver meu irmão partindo com um grupo de homens à cavalo e meus pais sendo atacados e mortos em casa, talvez por um ataque de saqueadores. Tentando perceber como eu havia aparecido ali, voltando no tempo, só me veio a sensação de ter partido alguns anos antes e haver retornado, agora, para revê-los. Eu sabia que já não pertencia mais àquele lugar, era apenas uma visita.
Gelson pediu-me para apagar aquele povoado e aquelas pessoas que ali viviam. Desmontei, então, aquele lugar e a única pessoa que permaneceu foi o rapaz que parecia ser meu irmão.  Via-o no meio da floresta, em pé, olhando para mim. Aproximei-me dele e percebi, em seu olhar, que guardava um certo rancor de mim. Seu olhar fugia do meu e ele se mostrava inquieto com minha aproximação. Olhei em seus olhos e perguntei por que ele agia daquela maneira comigo. Ele respondeu que havia ficado muito triste com minha partida, mas que permaneceu ali na esperança de me encontrar novamente. Percebi que o sentimento de afeto que tinha por ele, era recíproco. Estendi minha mão a ele e começamos a caminhar juntos. Aos poucos, a imagem dele foi ficando clara, esbranquiçada, até desaparecer.

O familiar era seu irmão consanguíneo naquela existência e sentia muita falta da irmã, que havia partido dali. O fato dos pais terem morrido quando ele estava ausente pode tê-lo feito sentir-se culpado por não estar ali para defendê-los e isso manteve sua mente presa àquela situação. Ele esperava o retorno da irmã, o que finalmente ocorreu alguns séculos após ele ter vivido aqui na Terra, durante nossa sessão de regressão.
Abraço.

Gelson Celistre.

quarta-feira

Regressão e resgates

Após algumas induções hipnóticas de relaxamento, a consulente conseguiu rapidamente sentir-se leve e em seguida 'ver' o jardim. Pedi que observasse bem o ambiente do jardim e perguntei se ela via ao longe algumas árvores altas. Como ela via as árvores pedi que se dirigisse em direção a elas pois logo após ela veria 'alguma coisa'. Enquanto se dirigia até as árvores ela viu uma menina loira, de cabelos longos, trajando uma túnica branca, que corria alegremente e seguiu por uma estrada de terra, ladeada de árvores.
Seguimos a menina, que chegou numa casa simples, onde havia uma senhora algo idosa dentro e, do lado de fora, um homem cortando lenha. O homem a princípio parecia contrariado com alguma coisa, irritado, mas logo em seguida, aparentando uma visível perturbação emocional, sentou-se no toco onde cortava a lenha e desatou a chorar. A consulente era essa menina loira que ela avistara. Ela se viu numa idade daquela vida anterior aos eventos que agora presenciava.
Dei um comando para que ela recuasse no tempo, antes desse momento, para descobrirmos a razão do homem estar sofrendo. Ela viu então que eles viviam maritalmente juntos, até que um dia ela disse-lhe que iria embora. Acordou, vestiu-se e saiu da casa, onde um antomóvel a esperava, com um homem, um pouco mais velho que ela, ao volante. Ela estava muito entusiasmada e feliz por começar uma nova vida, parecia apaixonada por esse homem. O sofrimento do homem que cortava lenha era por ela o ter abandonado.
Cruzaram com o veículo a mesma estrada de terra que a consulente vira no início e chegaram numa cidade. A residência para onde ela se mudou era uma casa grande, com gramado e jardim na frente. Seu novo companheiro era um homem de posses. Entraram e ele lhe mostrou a residência e a apresentou a uma senhora negra, que era a empregada, e que não simpatizou muito com sua nova 'patroa'. Foram para o quarto, beijaram-se, etc.
Ela era feliz nessa casa, sentindo-se apenas um pouco só quando o marido estava fora trabalhando. Morreu acamada por uma doença por volta dos cinquenta anos de idade. Não teve filhos. Enquanto isso, seu antigo companheiro, que ainda não superara a separação e vivia  sozinho ainda naquela casa vista no início, talvez por ter tido notícias de que sua amada morrera, enforcou-se numa árvore próxima. A consulente, que já havia morrido tbm, foi até sua antiga casa e o viu lá pendurado na árvore, mas não demonstrou nenhum sentimento de compaixão, apenas indiferença.
Seu antigo companheiro entretanto, após se enforcar, viu-se no chão abaixo da árvore, 'vivo', e acreditou que não tinha morrido. Irado, resolveu ir até seu rival 'tirar satisfação'. Chegando na casa deste o encontrou sentado numa poltrona, lendo um jornal, enquanto a empregada lhe servia uma xícara de chá ou café. O suicida investiu contra ele tentando estrangulá-lo com as mãos, mas este nada percebeu. Exausto e sem saber o que fazer, o suicida ficou ali convivendo com seu rival. Passados alguns anos o dono da casa foi atropelado, em frente a sua residência, e o suicida foi quem o socorreu. A 'convivência' o fez perder a raiva do antigo rival.
Atualmente, o suicida ainda estava habitando aquela casa, que ficou plasmada no astral, e mantinha o seu novo amigo em desdobramento inconsciente junto dele, o que a consulente pode verificar pelo 'cordão de prata' saindo do dele, à altura dos cabelos brancos. Dei um comando para que ele voltasse a seu corpo e pedi à consulente que conversasse com seu antigo companheiro, o suicida, e pedisse perdão a ele, dizendo que estava ali para ajudá-lo. Ele a acusava pelo abandono e lhe atribuía a responsabilidade pela sua morte, disse que se matara por culpa dela. A consulente o via com um ser totalmente negro, apesar de saber que era ele mesmo. Isso se deve ao fato de que ele possuía uma vibração muito baixa, carregada de fluídos densos, em razão de sua raiva, mágoa e inconformismo com o que se sucedeu, além é claro do fato de ter dado fim à sua própria vida. Estava reticente em aceitar a 'ajuda' de sua antiga amada.
Fiz então ele lembrar de uma vida anterior onde eles viveram juntos e que era a razão dela o ter abandonado nesta vida em que ele se suicidara. A consulente reviu tbm a vida em questão, onde ela estava em determinado momento grávida, quase ganhando o filho, e ele a espancou brutalmente, deixando-a sangrando no chão. Após ver este episódio de seu passado ele teve uma espécie de 'choque' emocional, entendeu o pq de ter sido abandonado, e foi invadido por uma série de sentimentos contraditórios, misto de culpa, remorso, saudade, decepção, etc., totalmente perdido, sem saber o que fazer.
Dissemos a ele que iria para outro local onde ele seria auxiliado e orientado, explicamos que ela já estava numa nova vida, etc. Ainda assim ele não queria se separar dela, apesar de não manifestar isso de forma violenta, mas pesarosa. Dissemos a ele que ela o visitaria mais tarde e o fizemos adormecer, para que nossas equipe espiritual pudesse levá-lo.
Após isso providenciamos a destruição da casa onde ele vivia no astral, para dissipar a energia negativa associada ao local. A consulente observou que uma das árvores que havia do lado de fora da casa não 'sumiu' e então pedi que ela fosse lá para averiguarmos o motivo. Nestes casos, quando alguma parte do 'cenário' plasmado no astral não desaparece ao nosso comando é pq alguma outra mente o mantém plasmado, como o suicida já havia sido retirado, logicamente haveria uma outra consciência ali.
A consulente viu uma casinha de madeira em cima da árvore, uma 'casa da árvore' parecida com essas que se faz para as crianças brincarem, e dentro havia uma bruxa velha, muito feia, cozinhando algo em um caldeirão de ferro. Nesse momento a consulente se viu como uma bruxa tbm e sentiu que ambas eram muito amigas. A outra bruxa estava fazendo uma 'poção' para a consulente, para ela 'se ver livre' de algo ou alguma coisa. Verificamos que essa outra bruxa tbm era uma pessoa encarnada que se encontrava em desdobramento. Emitimos comando para que ela retornasse ao seu corpo e pedimos que a consulente a acompanhasse, tendo ela identificado a pessoa desdobrada como sendo sua 'melhor amiga' na vida atual.
Retirada a bruxa novamente comandamos a desintegração da árvore com a tal casa, mas a consulente viu que alguns galhos dessa árvore não sumiram; queimei esses galhos e ainda assim sobrou um toco no chão.
Pedi a consulente que o agarrasse e puxasse mas ela disse que ele estava preso ao chão.
Dei um comando para que ela fosse até a outra extremidade do que segurava o toco no chão e ela se viu então com uma outra aparência, correndo para um castelo medieval, desesperada pq seu 'namorado' havia sido preso numa masmorra. Encontramos ele preso e acorrentado dentro de uma cela. Retirei as correntes e desfiz as grades, coloquei ela desdobrada junto com ele num campo de conteção em forma de bolha, para transportá-los, e os trouxe até onde estávamos, em meu consultório, onde havia outros espíritos esperando para socorrê-los. O tal namorado estave em estado lastimável e havia sido preso pelo pai da consulente naquela vida, que estava lá em desdobramento inconsciente, e que tbm é pai da consulente na vida atual.
Verficamos se havia mais alguém preso no tal calabouço mas não encontramos ninguém, apesar disso ele não se dissolvia, sinal que ainda havia alguma consciência mantendo o local. Procurando a consulente encontrou um túnel onde ao fundo parecia crepitar uma chama. Pedi que ela seguisse por esse túnel para vermos que entidade havia no final dele. Ela encontrou um ser alto usando uma capa preta, que perguntou-lhe o que ela queria. Mandei ela dizer que veio libertar os prisioneiros dele, ao que ele retrucou que ela não tinha poder para isso.
Eu o paralisei e pedi a consulente para localizar os prisioneiros, mas ela via tudo escuro, ao mesmo tempo que a 'entidade' dizia a ela que nunca os encontraria. Ordenei mentalmente a ele que mostrasse a ela onde estavam e ele a contra-gosto obedeceu, localizamos vários locais com muitos seres aprisionados e os resgatamos numa enorme bolha, mas ainda havia mais. Eu me desdobrei e fui até onde eles estavam. Antes mesmo de eu dizer a consulente que iria lá ela já me viu aparece ao lado da tal entidade. Eu então prescrutei a mente dele e mostrei a ela onde estavam os demais grupos de prisioneiros. Após resgatarmos todos, fiz a entidade adormecer e a recolhemos com os demais, deixando a cargo de nossa equipe espiritual decidir o que fazer com ele.
A consulente teve envolvimento com magia negra em vidas passadas e isso a predispõe a ser alvo desse tipo de situação. Essa entidade 'trevosa' era quem estava administrando as ligações cármicas de vidas passadas da consulente para manter em desdobramento não só ela mas tbm algumas outras pessoas ligadas a ela. A intenção como sempre é a extração de energia vital dos encarnados desdobrados, que é utilizada para que estas entidades consigam se esquivar da atração gravitacional do planeta e a consequente necessidade da reencarnação.
Fora isso, a ligação energética com seres com os quais teve uma relação conjugal e amorosa, e que se encontravam em estado de perturbação e sofrimento, influía na sua vida 'amorosa' atual. Isso tbm fazia com que a consulente se mantivesse em estado de desdobramento inconsciente em mais de uma 'cena' na dimensão astral, em mais de uma 'frequência' energética, o que a longo prazo poderia provocar alterações na psiquê da mesma, gerando distúrbios comportamentais como depressão e síndromes variadas, além de esquizofrenia.
Abraço.

Gelson Celistre.

terça-feira

Os tipos de karma

O karma pode ser dividido em quatro categorias: passado, presente, imediato e futuro.
karma passado (sanchita) - correspondente ao karma acumulado em nossas vidas passadas e ainda não processado, isto é, ainda não está sendo resgatado.
karma presente (prarabdha) - correspondente ao karma que está sendo processado, ou seja, gerado em vidas passadas e que estamos resgatando atualmente nesta encarnação.
karma imediato (kryiamana) - correspondente ao karma gerado e processado na vida atual, é aquele onde o intervalo de tempo entre a causa e o efeito se dá na mesma encarnação, ou seja é gerado e resgatado numa mesma vida.
karma futuro (agama) - correspondenteao karma gerado na vida atual mas que vai ser resgatado numa vida futura, ou seja, vai virar um karma do tipo Sanchita.
O karma passado acumulado (sanchita) é processado lentamente e pode ser modificado, porque as ações que adotamos no presente também vão sendo acumuladas no reservatório kármico, neutralizando ou agravando os efeitos das causas ali armazenadas.
O karma atual (prarabdha) é aquele destacado do reservatório (sanchita) para ser eliminado ou resgatado, sendo que para a grande maioria das pessoas aqui na Terra ele é gerado automaticamente pela Lei do Karma, ou seja, a pessoa não tem nenhuma ingerência sobre onde vai nascer, quem vão ser seus pais, com que espíritos ela vai conviver, etc. O karma presente (prarabdha) por sua vez se subdivide em 3 tipos:
  • Uma maior parte fixa e inevitável, que não pode ser alterada.
  • Uma parte que pode ser mudada e evitada, embora exija um grande esforço de vontade ou uma grande expansão de consciência.
  • E uma pequena parte variável, que pode ser alterada dependendo de outras ações adicionadas ao karma acumulado e de interações com o karma coletivo. Este depende do karma familiar, nacional, etc., e da relação entre estes e o nosso karma individual.
A Lei do Karma não tem uma função punitiva como pode parecer a princípio mas sim visa harmonizar as energias que existem no universo, onde a cada ação corresponde uma reação igual e contrária. Quem define qual karma vai ser retirado do reservatório sanchita e transformado em prarabdha, ou seja, quem decide qual karma vamos resgatar em uma encarnação são entidades de alta hierarquia espiritual, arcanjos, que estão muito acima da nossa capacidade de compreensão. Entretanto, são seres que escolhem sempre a melhor opção para que nós tenhamos um melhor aproveitamento de nossa existência levando em consideração nossas fraquezas e limitações. Sempre agem no sentido de nos causar menos sofrimento. São seres cheios de compaixão por nós, seus irmãos de jornada em estágio inferior, mas que possuem um senso de justiça correto e em pleno acordo com as leis universais.
O livre-arbítrio é uma conquista do espírito e é proporcional ao seu grau evolutivo. À medida que formos evoluindo, e isso não é algo que se consiga nesta mesma vida ou dessa para uma próxima, teremos condições de escolher que tipo de karma iremos resgatar em determinada vida, e iremos tendo cada vez mais 'controle' sobre nossas encarnações. Atualmente entretanto, somos levados pelo nosso primitivismo espiritual e não temos como evitar a maior parte dos acontecimentos de nossa vida.
As boas ações que efetuamos, isto é, quando agimos caritativamente em prol de nossos irmãos, estamos acumulando karma positivo em nosso reservatório (sanchita) e reduzindo nosso saldo devedor na balança cósmica, propiciando inclusive a alteração da parte do nosso karma atual (prarabdha) que pode ser modificada pela interação com o karma coletivo. Talvez Allan Kardec, ao escolher como máxima do Espiritismo o lema “fora da caridade não há salvação” tivesse em mente essa possibilidade, conhecedor que era da situação evolutiva da humanidade atual.
As más ações que cometemos ao longo de nossas inúmeras existências causam um efeito negativo em nosso conjunto de corpos ou veículos de manifestação (corpos etérico, astral, mental, etc.) que fazem com que tenhamos mais sensibilidade às energias de outros planos dimensionais. Esta sensibilidade, que é popularmente conhecida como mediunidade, pode ir desde sentir-se um mal-estar na presença de alguma pessoa ou em determinado local até a pessoa ver e ouvir claramente os seres que vivem em outra dimensão, como a astral, os chamados espíritos. Esta sensibilidade é agravada enormemente se no passado tenhamos utilizado mal as energias da natureza, para fins egoísticos e maléficos, isto é, se tivermos nos utilizado de magia negra.
Além disso, precisamos considerar que todos nós estamos interligados uns aos outros. Temos um fio que nos une a cada ser que já se relacionou de alguma forma conosco, nem que tenha sido por um segundo apenas, esteja este ser vivendo em um corpo físico ou astral. Disso resulta que trocamos energias com todos estes seres e também com aqueles que 'vibram' na mesma frequência que nós, com todos que têm pensamentos e sentimentos semelhantes no mundo todo.
Através da Terapia de Vidas Passadas – TVP podemos reduzir o nosso carma acumulado acessando frequências de vidas passadas e ressignificando eventos, trabalhando energias desarmônicas, ‘resgatando’ consciências que conviveram conosco e que se encontram ‘aprisionadas’ em dimensões astrais e que estão ‘transmitindo’ para nós, devido a ligações existentes entre elas e nós, seu estado de sofrimento e perturbação. Isso sem falar no entendimento que passamos a ter sobre nossa própria existência, descobrimos os 'porquês' de muitas situações que nos causam aflição às vezes, os motivos das antipatias entre colegas de trabalho, de medos e fobias, traços de nossa personalidade, dos encontros e desencontros amorosos, das brigas familiares, etc.

GELSON CELISTRE